Rainhas do Pantanal: 5 segredos fascinantes sobre a onça-pintada

Com ajuda do projeto Onçafari, o Primeira Página reuniu alguns deles

Rainhas absolutas do Pantanal, as onças-pintadas desfilam muito mais do que beleza bioma afora. Exímias predadoras, nadadoras e até brincalhonas, elas intrigam pelos segredos reservados à espécie. Com ajuda do projeto Onçafari, o Primeira Página reuniu alguns deles. Confira!

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Onça-pintada e sua mandíbula extraordinária. (Lucas Morgado/Onçafari)

1. Uma “identidade” desenhada na pele

As onças possuem um RG natural. As rosetas, manchas icônicas que cobrem seu corpo, funcionam como as impressões digitais humanas. O padrão de formas e pontos de uma onça nunca se repete em outra. É através dessa “biometria visual” que pesquisadores conseguem monitorar e identificar cada indivíduo na natureza, garantindo a preservação da espécie.

2. A mordida mais poderosa entre os felinos

Onça-pintada Aroeira e filhotes
Onça-pintada Aroeira e filhotes Jatobá e Jacarandá. (Foto: Giovanna Leite/Onçafari)

Proporcionalmente, a onça-pintada possui a mordida mais forte do mundo entre os grandes gatos, superando gigantes como o tigre e o leão. Sua mandíbula é uma ferramenta evolutiva implacável, capaz de perfurar couros grossos de jacarés e até quebrar cascos rígidos de tartarugas com uma facilidade impressionante.

3. Onça-preta: um mistério genético

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Onça-preta Simplício. (Foto: Carlos Eduardo Fragoso)

Muita gente acredita que a onça-preta é uma espécie distinta, mas ela é, na verdade, uma onça-pintada com “excesso de estilo”. Trata-se de uma mutação genética chamada melanismo, que aumenta a produção de pigmento escuro.

4. O ciclo do “banquete ou fome”

Onça-pintada Joca Ramiro revelando presa (Foto: Onçafari)
Onça-pintada Joca Ramiro revelando presa (Foto: Onçafari)

A rotina alimentar desses predadores é intensa e estratégica, seguindo o conceito de feast or famine, banquete ou jejum. Uma onça pode passar até uma semana sem ingerir um grama de proteína, mas, quando abate uma presa, é capaz de devorar dezenas de quilos de carne em uma única sentada para repor suas reservas de energia.

5. O recuo de um império

Fera e Ferinha são mãe e filho e vivem na região de Miranda, no Pantanal de MS (Foto: Onçafari)

Embora hoje o Pantanal seja seu grande refúgio, as onças já dominaram territórios muito mais vastos. Antigamente, elas eram comuns no sul e oeste dos Estados Unidos (em estados como Texas e Arizona) e em países como El Salvador. Infelizmente, a caça e a perda de habitat as dizimaram nessas regiões; hoje, aparições nesses locais são raríssimas e tratadas como eventos históricos.

Onça-pintada Anouk tranquila no galho de uma árvore. (Vídeo: Lucas Morgado/Onçafari)

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