Rainhas do Pantanal: 5 segredos fascinantes sobre a onça-pintada
Com ajuda do projeto Onçafari, o Primeira Página reuniu alguns deles
Rainhas absolutas do Pantanal, as onças-pintadas desfilam muito mais do que beleza bioma afora. Exímias predadoras, nadadoras e até brincalhonas, elas intrigam pelos segredos reservados à espécie. Com ajuda do projeto Onçafari, o Primeira Página reuniu alguns deles. Confira!

1. Uma “identidade” desenhada na pele
As onças possuem um RG natural. As rosetas, manchas icônicas que cobrem seu corpo, funcionam como as impressões digitais humanas. O padrão de formas e pontos de uma onça nunca se repete em outra. É através dessa “biometria visual” que pesquisadores conseguem monitorar e identificar cada indivíduo na natureza, garantindo a preservação da espécie.
2. A mordida mais poderosa entre os felinos

Proporcionalmente, a onça-pintada possui a mordida mais forte do mundo entre os grandes gatos, superando gigantes como o tigre e o leão. Sua mandíbula é uma ferramenta evolutiva implacável, capaz de perfurar couros grossos de jacarés e até quebrar cascos rígidos de tartarugas com uma facilidade impressionante.
3. Onça-preta: um mistério genético

Muita gente acredita que a onça-preta é uma espécie distinta, mas ela é, na verdade, uma onça-pintada com “excesso de estilo”. Trata-se de uma mutação genética chamada melanismo, que aumenta a produção de pigmento escuro.
4. O ciclo do “banquete ou fome”

A rotina alimentar desses predadores é intensa e estratégica, seguindo o conceito de feast or famine, banquete ou jejum. Uma onça pode passar até uma semana sem ingerir um grama de proteína, mas, quando abate uma presa, é capaz de devorar dezenas de quilos de carne em uma única sentada para repor suas reservas de energia.
5. O recuo de um império

Embora hoje o Pantanal seja seu grande refúgio, as onças já dominaram territórios muito mais vastos. Antigamente, elas eram comuns no sul e oeste dos Estados Unidos (em estados como Texas e Arizona) e em países como El Salvador. Infelizmente, a caça e a perda de habitat as dizimaram nessas regiões; hoje, aparições nesses locais são raríssimas e tratadas como eventos históricos.
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