Rio cristalino revela momento em que sucuri estrangula parceiro após acasalamento
Momento raro foi flagrado por fotógrafo renomado
O Rio Formoso, em Bodoquena, foi palco de um dos vídeos mais icônicos publicados pela National Geographic. Nele, uma sucuri de cerca de sete metros se enrola meticulosamente na serpente macho com o qual havia acabado de acasalar.
O momento, registrado pelo lendário fotógrafo Luciano Candisani, rendeu descrição realista por parte do profissional. À época ele contou que ficou por muito tempo imóvel na água. No entanto, mesmo que não passasse despercebido, a cobra estava focada em terminar “seu almoço” e sequer reagiu à presença dele ali, imerso.
Por outro lado, ele saboreou bem o registro, com direito a ouvir os ossos da “vítima” se quebrando diante daquele “abraço” mortal.
Apesar de parecer atual devido à maciça presença das sucuris nos rios de Mato Grosso do Sul, as imagens foram feitas em 2012, durante uma expedição pela região de Bonito e só foram publicadas pela revista em 2017.

Muito além da beleza, este foi o primeiro registro de canibalismo sexual entre sucuris. Em suas redes sociais, o fotógrafo definiu como “fêmea colossal” a protagonista da filmagem.
O acasalamento da sucuri
O acasalamento das sucuris é um dos eventos mais impressionantes da natureza. O processo é estratégico, competitivo e, por vezes, como vimos acima, fatal.
Diferente de muitos animais que formam casais, as sucuris praticam o acasalamento em grupo. Uma única fêmea, que geralmente tem proporções cinco vezes maiores que os parceiros, libera feromônios que atraem até 12 machos.
Desta forma, eles competem entre si para ver quem consegue se posicionar melhor para a cópula. Essa “luta” pode durar semanas.
O canibalismo sexual acontece por uma razão puramente energética. Durante toda a gestação, a fêmea praticamente não come. Ela fica pesada e lenta, o que dificulta a caça. Sendo assim, ao terminar o acasalamento, o macho mais próximo é uma fonte imediata de proteína de alta qualidade.

Ao comer um dos machos, a fêmea garante as reservas de energia necessárias para que seus filhotes sobrevivam e nasçam saudáveis.
A época de acasalamento ocorre geralmente durante a estação seca, entre junho e agosto no Pantanal e em Bonito, quando as águas baixam e os animais se concentram em áreas menores, facilitando o encontro entre eles.
Com informações da National Geographic.
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