Santuário dos Elefantes comunica a morte de Pocha
Pocha e Guilhermina chegaram a Mato Grosso em maio deste ano
O Santuário dos Elefantes, em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, comunicou, na tarde desta sexta-feira (7) a morte da elefanta Pocha, ocorrida na noite dessa quinta. A causa ainda não foi identificada e ela vai passar por necropsia.

Pocha, de 55 anos, e a filha Guilhermina, de 22 anos, chegaram em Mato Grosso, em maio deste ano. São as moradoras mais recentes do Santuário. Passaram toda a vida em um EcoParque localizado na cidade de Mendoza, na Argentina. Sempre foram apenas as duas, sem muito contato com outros animais e a natureza.
Na nota publicada nas redes sociais, os profissionais do Santuário relataram que, ainda em Mendonza, Pocha apresentou pequenos sinais de saúde que causaram preocupação, no entanto, nada foi diagnosticado.
Ao chegar ao Brasil, ela demonstrou cansaço, mas depois de uma injeção de multivitamínico, ela melhorou. Porém, há alguns dias, ela vinha demonstrando nova perda de ânimo, além de estar mais exigente em relação a alimentação.
Na noite dessa quinta-feira (6), ela recebeu uma nova dose de vitamina e demonstrou certa reação. Mas, quando os cuidadores voltaram para ver se ela havia melhorado, constataram que ela havia morrido.
Veja texto do post na íntegra:
“É com o coração pesado que anunciamos que a elefanta Pocha faleceu na noite passada. Ainda não sabemos a causa da morte, porém uma necropsia será feita, em breve, para nos ajudar determinar o que aconteceu. Enquanto Pocha estava em Mendoza, presenciamos, algumas vezes, pequenos sinais que nos causavam preocupação com problemas de saúde subjacentes, mas nada foi diagnosticado. Quando ela e Guillermina chegaram aqui no Santuário de Elefantes Brasil, houve um episódio em que ela se cansou e estava um pouco mais lenta para comer, mas depois de uma injeção de multivitamínico, ela melhorou.
Há alguns dias, nós notamos que ela estava exigente com seu feno, embora ainda estivesse pastando e desfrutando de todas as frutas e legumes que lhe foram dados. Depois de uma dose de vitamina na noite passada, ela parecia mais resplandecente e, mesmo ainda cansada, seus olhos pareciam mais brilhantes. No entanto, quando voltamos para checá-la um tempo depois, descobrimos que ela havia falecido.
Guillermina, que estava dividindo os recintos perto do galpão com sua mãe, deu longos estrondos para chamar suas amigas – e era possível ouvi-las respondendo de volta para ela. Uma vez que abrimos os portões para que as outras meninas pudessem entrar, Bambi, Mara e Rana estavam lá esperando para estar com Guille. Rana se aproximou de Pocha com Guillermina por alguns minutos e depois voltou com as demais. A seguir, Bambi se aproximou, mas ficou à distância, com os olhos um pouco arregalados e parecendo preocupada. Depois de Bambi voltar para as outras meninas, Mara veio e ficou com Guille e Pocha. Depois disso, uma por uma, as outras meninas voltaram, desta vez Bambi se aproximou de Pocha, cheirando-a e acariciando seu rosto. Pouco depois da meia-noite, todas elas estavam em lados diferentes de Pocha, em silêncio e relaxadas, tendo um daqueles momentos de elefante que só eles entendem. Pouco antes das 4 da manhã, Maia também veio ficar com Guilhermina”.
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