Sucuri-amarela escala paredão no Pantanal
Cena registrada em Mato Grosso mostra a sucuri-amarela em movimento sobre o solo seco, em meio à estiagem do Pantanal.
Uma sucuri-amarela foi flagrada escalando um paredão de terra no Pantanal mato-grossense. O registro foi feito pelo fotógrafo de natureza Paulo Raad, que compartilhou a imagem nas redes sociais com a legenda: “Quando o ambiente conspira a seu favor”.
A foto mostra o animal subindo lentamente pelas fendas do solo rachado, em meio ao cenário seco que marca o período de estiagem no bioma.

As sucuris são serpentes semiaquáticas, comuns em áreas alagadas do Pantanal, e costumam alternar períodos dentro e fora da água. Durante a seca, é comum que se desloquem por trechos de terra firme, acompanhando o recuo das lagoas e corixos em busca de abrigo ou alimento.
O Pantanal vive um ciclo natural de cheias e vazantes, e cada fase impõe um novo ritmo à fauna. Com a diminuição das áreas alagadas, muitas espécies aproveitam as margens secas para se movimentar e procurar novas rotas. A sucuri, com seu corpo musculoso e silencioso, adapta-se com facilidade a essas transições.
Apesar da aparência imponente, a sucuri-amarela é pacífica e evita o contato com seres humanos. Alimenta-se principalmente de peixes, aves e pequenos mamíferos, desempenhando um papel importante no equilíbrio ecológico da região.
O registro feito em Mato Grosso, em 2025, ajuda a revelar detalhes do comportamento dessa espécie e mostra como o ciclo das águas influencia a vida selvagem no Pantanal. A imagem também reforça a importância de preservar o ambiente onde esses animais vivem, já que dependem diretamente da qualidade da água e da disponibilidade de presas.
A sucuri-amarela (Eunectes notaeus) é uma das maiores serpentes do mundo e pode ultrapassar quatro metros de comprimento. Encontra-se em rios e áreas alagadas da América do Sul, especialmente no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina. Diferente de outras espécies, possui coloração amarelada com manchas escuras ao longo do corpo e é considerada um dos símbolos da força e da biodiversidade do Pantanal.
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