Sucuri-amarela se enrola em jacaré durante confronto no Pantanal; veja vídeo
Mesmo parecendo ter dominado o jacaré, a sucuri provavelmente não venceria o combate por ser de tamanho menor que o réptil, segundo o biólogo Marcos Ardevino.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma das lutas mais emblemáticas da fauna pantaneira: uma sucuri-amarela completamente enrolada em um jacaré, em uma região alagada do Pantanal de Mato Grosso.
As imagens foram divulgadas nesta quinta-feira (6) por Juan da Cruz e chamaram atenção pela intensidade da disputa entre os dois animais. Assista abaixo:
Inicialmente, a cena pode dar a impressão de que a serpente está prestes a dominar o jacaré. No entanto, segundo o biólogo e guia de turismo Marcos Ardevino, o desfecho mais provável favoreceria justamente o réptil.
De acordo com o especialista, embora a sucuri seja uma predadora extremamente forte e utilize a constrição para imobilizar as presas, o tamanho do jacaré dificulta que ela consiga imobilizá-lo completamente e impedir os movimentos.
Uma sucuri grande pode comer um jacaré pequeno, como um jacaré grande poderia comer uma sucuri pequena. Ela fica ali enrolada nele como uma forma de defesa, mas uma hora ela vai ter que sair e aí o jacaré, se tiver com energia, vai pegar ela.
O biólogo afirma ainda, que cenas como essa são comuns no Pantanal, onde as duas espécies dividem o mesmo habitat e frequentemente disputam espaço e alimento.
Para o flagrante das imagens, há duas hipóteses que explicam a situação: a sucuri pode ter mal calculado o bote ao jacaré ou ter se enrolado no animal como forma de defesa após ser atacada por ele.
Apesar do vídeo não mostrar o fim do confronto, o registro evidencia a complexa relação entre dois dos maiores predadores pantaneiros, onde encontros desse tipo fazem parte da dinâmica natural do ecossistema.

Sucuri não é peçonhenta 🐍
A sucuri-amarela pode atingir até 4 metros de comprimento e cerca de 30 kg, sendo as fêmeas maiores que os machos, que geralmente chegam em torno de 2,5 metros.
Mas, apesar do grande porte, a serpente não é peçonhenta e usa a técnica da constrição para matar as presas. Ou seja, ela se enrola na vítima até sufocar, causando parada cardiorrespiratória, segundo informações da ONG SOS Pantanal.

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