Tatu-canastra é examinado no Pantanal e impressiona estrangeiros: "criatura pré-histórica"
Turistas estrangeiros acompanharam o trabalho de pesquisadores do ICAS e se impressionaram com o tamanho de uma fêmea de 35 quilos durante exames de rotina.
O tatu-canastra, espécie pouco conhecida até algum tempo atrás, já caiu no gosto da população brasileira, principalmente de quem mora no Cerrado. Mas o gigante da natureza ainda impressiona muita gente e chegou a ser comparado a uma “criatura pré-histórica”.
Um grupo de viajantes acompanhou pesquisadores do ICAS (Instituto de Conservação de Animais Silvestres), atuantes no Projeto Tatu-Canastra, durante a realização de uma bateria de exames e a troca do chip de monitoramento em uma fêmea da espécie.

Com o animal sedado para que tudo ocorresse sem intercorrências, o tamanho do exemplar deixou os estrangeiros de boca aberta. Visitando a região pantaneira por meio do projeto Entre Orejas, eles chegaram pertinho do bicho e assistiram de camarote ao árduo trabalho que contribui para a conservação da espécie.
Em inglês, a experiência foi relatada pelas redes sociais.

“Embora as espécies menores de tatu sejam vistas com frequência no Pantanal, o tatu-canastra é um animal extremamente raro e reservado. Muito poucas pessoas têm a chance de ver um na natureza, tornando esse encontro algo verdadeiramente excepcional. Ver uma criatura tão massiva e de aparência pré-histórica em seu habitat natural foi simplesmente inesquecível”, diz o texto.
A postagem ainda explica que o grupo foi convidado “a testemunhar parte de um programa contínuo de conservação e monitoramento dedicado a entender melhor e proteger esses animais fascinantes”.

Conforme o relato, os veterinários e pesquisadores coletaram dados cuidadosamente, realizaram exames de saúde e explicaram em detalhes “a importância de seu trabalho e os desafios envolvidos no estudo de uma espécie tão elusiva. Assim que tudo foi concluído, o animal foi solto com segurança de volta à natureza”.
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A fêmea pesava cerca de 35 quilos e foi classificada pelos viajantes como “um dos mamíferos mais misteriosos da América do Sul”.
Assista ao vídeo da soltura mais ao fim desta matéria.
Tatu-canastra: o engenheiro da floresta
Segundo equipe do ICAS, mais de 100 espécies de vertebrados já foram registradas usando a toca do tatu-canastra ou seu entorno.
Agindo assim, eles alteram seu habitat natural e criam novos lares para outras espécies, que usam as tocas como refúgio térmico, abrigo contra predadores e recurso de alimentação.

O tatu-canastra cava três tipos de buracos:
- Buracos de alimentação, com cerca de 60 cm de comprimento.
- Buracos de descanso, profundos, com cerca de 1,70 m, usados geralmente por uma noite.
- Buracos mais extensos, de até 4 m, usados por alguns dias.
Suas tocas têm formato semicircular e medem, em média, 40 cm de largura por 33 cm de altura.
Os abrigos são grandes porque a espécie é gigante!
Os adultos podem alcançar 1,50 m de comprimento — da ponta do nariz à ponta da cauda — e pesar, em média, 33 kg, com os machos geralmente maiores que as fêmeas.

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