Tatu de 40 milhões de anos é descoberto no Brasil

Animal habitava a região onde hoje fica a cidade de Curitiba, no Paraná. Os cientistas deram a ela o nome de Parutaetus oliveirai.

Pesquisadores de duas universidades brasileiras, a UFPR (Universidade Federal do Paraná) e a UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), encontraram uma nova espécie de tatu que viveu há muito tempo, cerca de 40 milhões de anos atrás.

Animal habitava a região onde hoje fica a cidade de Curitiba, no Paraná. Os cientistas deram a ela o nome de Parutaetus oliveirai.

Tatu
(Foto: Márcio L. Castro/Reprodução)

O fóssil desse tatu foi encontrado em um lugar chamado Formação Guabirotuba, que é um conjunto de rochas na região de Curitiba. Essa descoberta mostra como era o clima e a vida no Brasil durante um período chamado Eoceno (que aconteceu há muito tempo atrás, entre 56 e 33,9 milhões de anos).

O Parutaetus oliveirai tinha algumas características diferentes de outros tatus antigos conhecidos:

  • Carapaça mais grossa: as placas ósseas que formavam a sua proteção eram mais fortes e espessas.
  • Mais pelos: ele provavelmente tinha uma quantidade maior de pelos cobrindo o corpo, o que pode ser uma adaptação a um clima mais frio que aconteceu no final do Eoceno.
  • Tamanho parecido com um tatu moderno: ele tinha cerca de 40 centímetros de comprimento, sendo menor que outros tatus extintos maiores, como o Proeocoleophorus carlinii.

Leia mais

  1. Tatu-canastra: o fascinante mestre da respiração subterrânea

  2. Tatu-canastra ganha visibilidade internacional com projeto finalista na França

  3. A comovente jornada do bebê de tatu-canastra em busca do seu mama

Importância

  • Mostra o clima antigo: a presença desse tatu com mais pelos sugere que o clima na região de Curitiba ficou mais frio em uma época do Eoceno, já que antes era um lugar quente e cheio de pântanos.
  • Ajuda a entender como os tatus evoluíram: o Parutaetus oliveirai é um parente antigo do tatu-peludo moderno, o que mostra uma parte antiga da história da evolução dos tatus na América do Sul.
  • Revela que o Paraná tem muitos fósseis: a região de Curitiba já teve outros fósseis importantes encontrados, como os de crocodilos e aves gigantes, mostrando que é um ótimo lugar para encontrar vestígios de animais que viveram há milhões de anos no Brasil.

O nome Parutaetus oliveirai é uma homenagem a um cientista chamado Édison Vicente Oliveira, que estudou muitos outros tipos de tatus extintos.

Uma das pesquisadoras do estudo, Tabata Klimeck, da UFPR, explicou que essa foi uma forma de agradecer pelas importantes descobertas que ele fez sobre os animais pré-históricos da América do Sul.

O que mais existia na região há 40 milhões de anos?

Além do Parutaetus oliveirai, viviam por lá:

  • Crocodilos e tartarugas: animais comuns em áreas com pântanos.
  • Aves carnívoras gigantes: aves grandes que caçavam outros animais.
  • Marsupiais extintos: parentes antigos de animais como gambás e cangurus.

A equipe de cientistas da UFPR e da UFSM continua estudando os fósseis encontrados na Formação Guabirotuba. O objetivo é descobrir novas espécies e entender melhor como os mamíferos evoluíram na América do Sul.

A descoberta foi publicada na renomada Journal of Vertebrate Paleontology.

FALE COM O PP

Para falar com a redação do Primeira Página em Mato Grosso do Sul, mande uma mensagem pelo WhatsApp. Curta o nosso Facebook e nos siga no Instagram.

Leia também em Animais!

  1. Peixe-elétrico. - Foto: Leandro Sousa e Helder Espírito Santo

    Vida na Amazônia: em duelo eletrizante, Poraquê abate jacaré no Recanto da Sucuri

    Vídeo feito no Amazonas mostra peixe-elétrico em confronto com jacaré no Recanto...

  2. Dois filhotes de jacaré foram encontrados escondidos entre hidrômetros em Alta Floresta. - Foto: Reprodução

    Filhotes de jacaré são encontrados entre hidrômetros em Alta Floresta

    Dois filhotes de jacaré foram resgatados nessa quarta-feira (15) entre hidrômetros no...