UFC selvagem: tamanduás travam duelo com direito a táticas de imobilização
Animais da espécie entram em confronto na disputa por território ou por uma fêmea
A disputa por território entre os tamanduás-mirins pode render confrontos acirrados que remetem a um UFC, na versão animal. Vídeo compartilhado pelo Instituto Tamanduá, que trabalha com a preservação da espécie em Mato Grosso do Sul, mostra a interação agonística, como são chamados os embates entre os animais da espécie.

O registro chama atenção pela postura dos tamanduás, que é muito semelhante à de lutadores no ringue, com direito a ameaças, “porradaria” com as garras, vocalizações e até imobilização com o rabo.
Confira no vídeo abaixo.
Conforme o Instituto, esse tipo de interação entre os tamanduás, como a ilustrada no vídeo, está ligado à defesa de recursos, como território ou acesso a fêmeas. Quando há mais indivíduos do que o ambiente consegue sustentar, informa o Instituto Tamanduá, a competição entre animais da mesma espécie pode ocorrer.
Mas não é sempre que os animais partem para a ignorância. Em alguns casos, a disputa se resume a ameaças.
“Durante esses encontros, os tamanduás podem se desafiar, recuar ou entrar em confronto. Em alguns casos, a disputa se limita a posturas e ameaças, sem agressões graves. Em outros, pode haver o embate físico, com uso das garras e vocalizações.”
Instituto Tamanduá.
O vídeo em questão foi flagrado por um morador em Carolina, no Maranhão, e encaminhado para o Instituto, que tem sede em Campo Grande. Desde então, o registro é utilizado em atividades de educação ambiental sobre o comportamento dos animais. O Instituto Tamanduá já produziu até artigos científicos descrevendo esse tipo de interação agonística de tamanduás-mirins.
A espécie
Também chamado de tamanduá-de-colete ou mambira, o tamanduá-mirim se alimenta de cupins e formigas, assim como seu parente próximo, o tamanduá-bandeira. Mas, ao contrário dos gigantes “bandeiras”, o tamanduá-mirim também escala e se alimenta em árvores.
Uma curiosidade é que os animais da espécie precisam diminuir a temperatura corporal durante o descanso e, por isso, adoram manguezais, devido a essa necessidade de termorregulação.
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