VÍDEO: cachorro volta de banho e tosa com queimaduras graves e tutora denuncia pet shop
Tedy, de 6 anos, sofreu queimaduras de segundo grau após atendimento em um pet shop no bairro Parque Ohara, em Cuiabá. Animal segue internado, sem previsão de alta, e caso também foi levado ao Procon.
O que era para ser apenas um banho e tosa terminou em sofrimento para o cachorro Tedy, de 6 anos, em Cuiabá. A tutora do animal, Maria Lucilene Silva Barros, denunciou à Polícia Civil um pet shop localizado no bairro Parque Ohara após o cão retornar para casa com queimaduras de segundo grau pelo corpo.
O caso aconteceu na última quarta-feira (13) e, segundo a tutora, o animal segue internado em uma clínica veterinária, sem previsão de alta.
De acordo com Maria Lucilene, essa foi a primeira vez que Tedy foi atendido pelo local. A responsável pelo pet shop buscou o cachorro na casa da família por volta das 8h30 da manhã. Somente às 17h, horas depois do atendimento, ela entrou em contato informando que “houve um problema” durante o banho e tosa.
Na mensagem enviada à tutora, a responsável alegou que o cachorro teria se queimado após um suposto defeito na máquina de secar. Ainda segundo a família, o animal foi medicado no próprio estabelecimento, sem autorização prévia.

“Entregou ele em uma manta para minha nora, porque eu tinha saído para fazer um exame. Disse para dar muita água porque o Tedy estava desidratado e deixou uma pomada e uma dipirona em gotas. Minha nora tentou entrar em contato com o pet shop novamente, mas não conseguiu. Depois, com muito custo, conseguiu um motorista por aplicativo para levá-los até uma clínica. Segundo o veterinário, o incidente teria ocorrido ainda pela manhã”, relatou Maria.
O Primeira Página entrou em contato com a Luxus Pet Shop, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Segundo avaliação veterinária, as queimaduras provocaram desidratação severa e uma inflamação intensa no cachorro. Tedy estaria sem conseguir andar normalmente e também sem interesse em se alimentar. Apesar de apresentar quadro estável, os médicos afirmam que a recuperação será lenta e exigirá cuidados contínuos.
As despesas veterinárias já ultrapassam R$ 2,2 mil. Conforme a tutora, os responsáveis pelo pet shop prometeram ajudar com os custos do tratamento, mas até o momento teriam enviado apenas R$ 600 via Pix.
Além do boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, o caso também foi encaminhado ao Procon. Segundo o órgão, o estabelecimento acumula outras quatro reclamações anteriores e não possui registro regular para funcionamento.
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