VÍDEO: tentativa de acasalamento entre onças-pintadas vira "UFC"

A briga durou cerca de 4h e aconteceu no Refúgio Ecológico Caiman, na região do Pantanal, localizado em Miranda

Um casal de onças-pintadas, Ferinha e Tupã, protagonizaram um verdadeiro embate durante uma tentativa de acasalamento. O registro foi feito pelo biólogo e guia de turismo, Bruno Sartori, da ONG Onçafari. O “UFC” dos animais aconteceu no Refúgio Ecológico Caiman, na região do Pantanal localizado em Miranda, município a 190 km de Campo Grande.

Assista abaixo as duas onças-pintadas brigando: 

Segundo Sartori, Ferinha e Tupã brigaram por cerca de 4h. E tudo começou quando o macho se aproximou da fêmea para tentar “namorar”. Porém, ele não escolheu o momento certo, já que a onça não estava disponível. 

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“A Ferinha já está com um filhote, e até que este filhote desgarre, por volta de um ano e meio de idade, ela não vai emprenhar novamente. Além disso, já fazia dois ou três dias que ela estava longe do filhote, tentando caçar”, explicou o biólogo. 

“O Tupã tentou de todas as maneiras se aproximar, rolou, marcou território, virou de barriga para cima, nada fez efeito, ela seguia muito agressiva”, completou. A briga rendeu por muito tempo, conforme o profissional. 

Onças-pintadas brigando
Onças-pintadas encenam “UFC” durante tentativa de acasalamento. (Foto: Reprodução/Bruno Sartori)

“Por vezes pudemos ver ela cravando as garras na cara dele, e em um ponto pudemos ver que ele já havia começado a sangrar. Esse cenário se repetiu por quase quatro horas”, contou Sartori. 

Ferinha desapareceu de Tupã assim que o sol se pôs. “Neste momento, enquanto saímos do avistamento, pudemos ver o Tupã caminhando de volta, cheirando, tentando encontrar o rastro novamente”, detalhou o biólogo. 

Somente no dia seguinte Ferinha foi encontrada. “(…) bem longe do local do avistamento já com a sua filhota, a Laventina. As duas estavam em meio a uma área com mais mata, tranquilas dormindo debaixo das folhas de um acuri”, finaliza. As duas onças-pintadas são monitoradas, através de colares, por profissionais da ONG Onçafari. 

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