Adoção: adolescente autista de 13 anos de MT sonha em ter uma família

Paulo é não verbal, gosta de brincar no parque e sonha em ser acolhido com carinho; interessados podem se candidatar pelo programa Busca Ativa do Judiciário

O adolescente Paulo Seibel, de 13 anos, busca por um novo lar. Com um sorriso tímido, gestos próprios e um jeito único de se comunicar, ele aguarda uma chance de viver em família. O menino, que é autista não verbal, integra o projeto “Busca Ativa: Uma Família para Amar”, iniciativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) voltada a crianças e adolescentes com menores chances de adoção.

Alegre e ativo, Paulo gosta de atividades ao ar livre, como brincar no parque e andar de bicicleta. Mesmo sem o uso da fala, ele expressa suas vontades a sua maneira e precisa de atenção, cuidado e afeto para se desenvolver com segurança.

O maior desejo do adolescente é simples: ter uma família que o acolha, ofereça estabilidade e compartilhe momentos de afeto no dia a dia.

Paulo Seibel aguarda por uma família. — Foto: TJMT
Paulo Seibel aguarda por uma família. — Foto: TJMT

Adoção de perfis menos procurados

O caso de Paulo reflete uma realidade comum no sistema de adoção. Em Mato Grosso, atualmente, 524 crianças e adolescentes vivem em acolhimento institucional. Desses, 85 estão aptos à adoção e apenas 16 fazem parte do projeto Busca Ativa.

Embora o estado tenha 538 pretendentes habilitados, muitos perfis acabam sendo preteridos. Em geral, a preferência dos adotantes é por crianças mais novas, sem irmãos e sem deficiências ou condições de saúde específicas, o que reduz as chances de adolescentes, grupos de irmãos e crianças com necessidades especiais.

Paulo Seibel, autista não verbal, aguarda por uma família. — Vídeo: TJMT

Como funciona o projeto

O “Busca Ativa: Uma Família para Amar” é acionado quando já foram esgotadas as tentativas de encontrar pretendentes no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA). Após decisão judicial que destitui o poder familiar, o perfil da criança ou adolescente pode ser incluído no projeto, com autorização da Vara responsável.

A partir daí, informações e imagens passam a ser divulgadas no portal oficial e nas redes sociais da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja-MT), com o objetivo de ampliar as possibilidades de encontrar uma família.

Interessados — mesmo que ainda não estejam habilitados no sistema nacional — podem manifestar interesse por meio de formulário eletrônico. Após análise do Judiciário, pode ser autorizada a etapa de aproximação e convivência, sempre acompanhada por equipe técnica.

Como se candidatar

Quem deseja conhecer mais sobre Paulo ou se candidatar ao processo de adoção pode acessar o site oficial do projeto:
👉 https://buscaativa.tjmt.jus.br/projetos

Mais do que números ou estatísticas, histórias como a de Paulo reforçam a importância de ampliar o olhar sobre a adoção — e lembrar que, para muitas crianças e adolescentes, o que falta não é vontade de amar, mas a oportunidade de serem acolhidos.

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