Após 18 dias de espera, menina de 6 anos de Cuiabá recebe transplante de coração
Melissa Emorge de Arruda passou pelo transplante nessa segunda-feira (31), em Curitiba; segundo a mãe, procedimento ocorreu como esperado
Depois de 18 dias de espera por um coração compatível, a pequena Melissa Emorge de Arruda, de 6 anos, finalmente recebeu o órgão que precisava para continuar sua luta pela vida. O transplante foi realizado nesta segunda-feira (31), em Curitiba (PR).
A mãe da menina, Angelita Emonge, contou ao Primeira Página que o procedimento aconteceu como o esperado na tarde dessa segunda (31). A notícia chega pouco mais de duas semanas depois de a história de Melissa mobilizar familiares, amigos e pessoas de Mato Grosso em uma corrente pela doação de órgãos.

Melissa, que é de Cuiabá, estava internada no Hospital Pequeno Príncipe, referência em atendimento pediátrico na capital paranaense. Antes do transplante, ela permanecia intubada e recebia suporte da Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO), equipamento utilizado para auxiliar temporariamente as funções do coração e dos pulmões.
Uma corrida contra o tempo
Os problemas de saúde começaram em maio deste ano, quando Melissa teve uma miocardite viral provocada pelo parvovírus B19. A inflamação comprometeu o coração da menina, que até então levava uma rotina ativa e praticava atividades como muay thai e jiu-jítsu.
Inicialmente, Melissa fazia acompanhamento médico em Cuiabá, mas, com o agravamento do quadro, precisou ser encaminhada para Curitiba. Ela chegou à cidade no dia 24 de julho e, posteriormente, foi internada para acompanhamento da equipe especializada em insuficiência cardíaca e transplantes.
Com a piora do estado de saúde, Melissa precisou ser levada para a UTI cardiopediátrica, intubada e conectada à ECMO enquanto aguardava por um coração compatível.

Durante esse período, os pais da menina iniciaram uma mobilização para chamar a atenção para a importância da doação de órgãos. A família sabia que a chegada de um coração significaria também um momento de profunda dor para outra família, mas reforçava que a decisão pela doação poderia representar uma nova chance de vida.
Leia mais
Mais lidas - 1 Trabalhador rural, pescador ou extrativista? Veja quem pode ser segurado especial do INSS e quais critérios
- 2 Cacique Raoni enfrenta câncer aos 94 anos e recebe cuidados paliativos
- 3 Cacique Raoni recebe alta após quase um mês internado em São Paulo
- 4 ‘Fila de ossinhos’ no estado com maior rebanho bovino do país vira documentário
- 5 60 agências da Caixa Econômica fecham as portas em MT durante greve nacional
- 1 Trabalhador rural, pescador ou extrativista? Veja quem pode ser segurado especial do INSS e quais critérios
- 2 Cacique Raoni enfrenta câncer aos 94 anos e recebe cuidados paliativos
- 3 Cacique Raoni recebe alta após quase um mês internado em São Paulo
- 4 ‘Fila de ossinhos’ no estado com maior rebanho bovino do país vira documentário
- 5 60 agências da Caixa Econômica fecham as portas em MT durante greve nacional