Calçadas bloqueadas e ruas sem asfalto: veja carências dos moradores das favelas de MT
Os dados do Censo do IBGE divulgados nessa sexta-feira (5), revelaram a falta de direitos básicos, como saneamento e acessibilidade.
Mato Grosso tem 81.683 pessoas vivendo em favelas ou comunidades urbanas, segundo dados do Censo Demográfico 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nessa sexta-feira (5).

Embora representem apenas 2,2% da população do estado que é calculada em 3.893.659 de pessoas, esses moradores enfrentam graves carências na infraestrutura urbana, especialmente no que diz respeito a pavimentação, drenagem, mobilidade e acessibilidade.
O levantamento foi feito com base em 31.763 domicílios localizados em 58 favelas e comunidades urbanas do estado, entre 1º de agosto e 28 de outubro de 2022, período em que os recenseadores visitaram domicílios de todas as regiões do Brasil. Confira abaixo as principais carências dos moradores de favelas ou comunidades de Mato Grosso:

Embora a arborização apresente números mais positivos, com 68,9% dos moradores vivendo em vias com árvores, o conjunto geral da pesquisa indica que as carências estruturais predominam e moldam a experiência urbana de quem vive nesses territórios.
Para o IBGE, o retrato revela desigualdades profundas e reforça a necessidade de políticas públicas voltadas especificamente à qualificação do ambiente urbano nas favelas e comunidades de Mato Grosso.
Entenda a classificação
O IBGE define Favelas e Comunidades Urbanas como áreas marcadas por insegurança jurídica da posse, associada a pelo menos um dos seguintes elementos: ausência ou precariedade de serviços públicos essenciais, como iluminação, água, esgoto, drenagem e coleta de lixo; presença de edificações e arruamentos autoproduzidos, fora dos padrões urbanísticos oficiais; ou localização em áreas de restrição ambiental ou urbanística, como margens de rodovias, linhas de transmissão ou regiões sujeitas a riscos geológicos, hidrológicos e climáticos.
Segundo o presidente da Central Única das Favelas (Cufa) em Mato Grosso, Anderson Zanovello, as regiões consideradas favelas no estado precisam de infraestrutura, saneamento básico, energia elétrica e seus moradores estão em desvantagem econômica.
“Cada região chama de algum nome, região Norte chamam de grotas, por exemplo. Aqui no nosso estado algumas pessoas chamam de comunidades, mas o termo correto, reconhecido pelo IBGE, é Favelas. Em Cuiabá e Várzea Grande, há os chamados invasão ou grilo, esses lugares são favelas. E esses territórios, quando alcançam uma porcentagem mínima de escritura pública ou saneamento básico, deixam de ser chamados de favelas e são chamados de bairros. Só que a grande maioria dos seus moradores ainda estão em desvantagem econômica do que outros territórios. Falta infraestrutura, saneamento básico, energia elétrica”, disse ao Primeira Página.
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