Desenrola Adimplentes: governo abre crédito para trabalhadores informais quitarem dívidas
O objetivo é ampliar o acesso ao crédito com juros menores e evitar que mais pessoas entrem na inadimplência.
O governo federal lançou nesta segunda-feira (29) o Desenrola Adimplentes, programa criado para facilitar o acesso ao crédito e ajudar trabalhadores informais a reorganizar as finanças. A iniciativa é voltada para quem costuma pagar as contas em dia ou possui dívidas com atraso de até 90 dias e faz parte da ampliação do Novo Desenrola Brasil.
A medida foi anunciada junto com outras ações para incentivar a adimplência no país, entre elas uma linha de crédito para beneficiários do Financiamento Estudantil (Fies) e a possibilidade de usar o saldo do FGTS como garantia em empréstimos consignados privados.

Quem pode participar?
O Desenrola Adimplentes é destinado a trabalhadores informais que possuem um empréstimo pessoal em andamento, tenham pago pelo menos quatro parcelas e estejam com os pagamentos em dia ou com atraso de, no máximo, 90 dias.
Também é necessário que a dívida tenha saldo devedor de até R$ 15 mil por instituição financeira. O programa não contempla trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos nem aposentados ou pensionistas do INSS.

Como funciona?
O programa permite substituir a dívida atual por um novo empréstimo com condições mais vantajosas. A taxa máxima de juros será de 1,99% ao mês, e a nova parcela poderá ter valor de até 90% da prestação anterior.
Além disso, o prazo para pagamento poderá ser ampliado de acordo com o tempo restante do contrato original. Em alguns casos, o trabalhador também poderá contratar um crédito adicional de até 50% do saldo devedor, desde que a prestação permaneça dentro do limite previsto pelo programa.
Crédito para quem pagou o Fies em dia
O governo também criou o Fies Empreendedor, linha de crédito destinada a estudantes que pagaram as últimas 36 parcelas do financiamento estudantil sem atrasos.
A modalidade oferece empréstimos de até R$ 80 mil para pessoas físicas e R$ 180 mil para empresas, com juros de 0,87% ao mês, prazo de até 96 meses e carência de seis meses. A proposta é incentivar recém-formados a abrir ou ampliar seus negócios.
FGTS poderá ser usado como garantia
Outra novidade anunciada é a possibilidade de usar parte do saldo do FGTS como garantia em operações de crédito consignado privado para trabalhadores com carteira assinada.
Segundo o governo, quem optar por utilizar essa garantia terá acesso a empréstimos com juros limitados a 1,99% ao mês. O uso do FGTS será opcional e dependerá da decisão do trabalhador.
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