'Ela ensinava humanidade e cidadania', diz projeto sobre professora morta
Educadora de 42 anos dava aulas para crianças ribeirinhas na região de Porto Jofre e também atuava em comitivas de gado.
O projeto ambiental Chalana Esperança publicou uma homenagem nas redes sociais à professora Suliana Aparecida Apoittia, de 42 anos, que morreu após ser atacada por um enxame de abelhas enquanto participava de uma comitiva de gado na região da Transpantaneira, no Pantanal de Mato Grosso.

Na publicação, o grupo destacou a dedicação da educadora às crianças ribeirinhas e o legado deixado na comunidade pantaneira.
“Ela não só ensinava letras e números, ela ensinava humanidade e cidadania”, diz trecho da homenagem.
Segundo amigos e pessoas próximas, Suliana dedicava parte do dia ao trabalho no Centro de Educação Ambiental Terra da Onça-Pintada, na região de Porto Jofre, onde ensinava crianças que vivem em comunidades ribeirinhas.
Para muitos alunos, ela era considerada uma segunda mãe, pela forma como acompanhava e incentivava as crianças.
Além da atuação na educação, Suliana também trabalhava nas comitivas de gado do Pantanal, atividade tradicional da região. À tarde, ela seguia para o campo, conciliando o trabalho como professora com a rotina de boiadeira.

Moradora de Poconé (MT), Suliana era bastante conhecida na região e mantinha forte ligação com a comunidade pantaneira.
“Partidas como a da professora Suliana, apesar de causarem tristeza e dor profunda, também nos inspiram a seguir em frente e a sermos melhores na nossa missão de cuidar do Pantanal e das futuras gerações”, afirma outro trecho da mensagem publicada pelo projeto.
Suliana morreu neste sábado (7). Segundo informações apuradas pelo Primeira Página, ela participava de uma comitiva montada a cavalo quando foi atacada por um enxame de abelhas. O animal também foi atingido.
Pessoas que estavam com a professora tentaram socorrê-la e seguiram pela estrada em busca de atendimento. No caminho, o grupo encontrou uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que iniciou os primeiros atendimentos.
Ela chegou a ser levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.





