Em busca de direitos, 1ª Marcha da Visibilidade Trans será nesta sexta em Cuiabá
O Brasil teve 257 mortes violentas de pessoas LGBTQIA+ no ano de 2023. O evento terá concentração às 15h, na Praça Alencastro, em Cuiabá
Com o intuito de promover a busca por políticas públicas referentes à saúde, combate à violência e ao preconceito estrutural sofrido por pessoas trans, será realizada nesta sexta-feira (17) a 1ª Marcha da Visibilidade Trans com a temática “Por um SUS Transinclusivo”. O evento terá concentração às 15h, na Praça Alencastro, em Cuiabá.

Para a secretária-adjunta Elis Prates, a iniciativa é extremamente importante tendo em vista a ausência de política públicas voltadas para pessoas trans e também como uma forma de chamar atenção da sociedade para o tema e assim conscientizar para que as pessoas olhem além do biotipo e estereótipo.
13 mil pessoas mudaram de nome
Nos últimos cinco anos mais de 13 mil pessoas conseguiram mudar o nome no cartório no Brasil, passando por “um novo nascimento”. Só no ano passado, mais de 3,9 mil pessoas solicitaram a mudança de gênero nos registros civis, segundo a Arpen Brasil (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais).
Os pedidos de alteração de nome começaram em 2018, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou que transexuais e transgêneros alterassem o nome no registro civil sem a necessidade de cirurgia de mudança de sexo.
Naquele ano, foram 1.129 alterações e, no ano seguinte, o número aumentou para 1.848. Já em 2022, foram registrados 3.165 pedidos de alterações de nome, até a marca de 3.908 no ano passado, conforme a Arpen.
Os pedidos de mudanças de gênero em 2023 foram as seguintes:
- 2.169 pessoas mudaram do gênero masculino para feminino;
- 1.512 foram do feminino para masculino.
Violência de gênero
O Brasil teve 257 mortes violentas de pessoas LGBTQIA+ no ano de 2023, uma a mais que o registrado em 2022. Deste total, oito mortes foram em Mato Grosso, conforme levantamento feito pelo GGB (Grupo Gay Bahia).
Um desses crimes foi em janeiro de 2023, quando um jovem de Sinop matou o colega de 13 anos com 11 facadas, e a principal suspeita é que o crime foi motivado por homofobia.
Em 2020, o Anuário registrou 4 casos dos mesmos crimes. Os registros foram levantados com a Secretaria de Segurança Pública. Em todo Brasil, foram 321 registros naquele ano.
Segundo a SESP (Secretaria Estadual de Segurança Pública), os crimes praticados contra LGBT são, na sua maior parte, crimes de ódio, e devem ser referidos como crimes homofóbicos, tendo como motivo a não aceitação e ódio por parte do agressor em relação à vítima por ser lésbica, gay, bissexual, travesti ou transexual.
A iniciativa é promovida pela Secretaria Municipal da Mulher, em parceria com o Instituto Brasileiro de Transmasculinidades MT, Astramt (Associação de Mulheres Trans e Travestis de Mato Grosso), Conatt (Conexão Nacional de Mulheres Transexuais e Travestis) e apoio do Nudem (Núcleo de Defesa da Mulher) da Defensoria Pública de Mato Grosso.
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