Escolhida entre 8 mil estudantes, mato-grossense será senadora por uma semana
Maria Eduarda Arruda, aluna de uma escola estadual de Tangará da Serra, participa de comissões, apresenta propostas e vota projetos durante uma semana.
Escolhida entre quase 8 mil estudantes, Maria Eduarda Santos de Arruda deixou temporariamente a sala de aula em Tangará da Serra para conhecer a rotina dos senadores em Brasília. Ela representa Mato Grosso no programa Jovem Senador, promovido pelo Senado Federal.

Maria Eduarda é aluna da Escola Estadual 29 de Novembro. A estudante garantiu a vaga depois que a redação escrita por ela foi selecionada entre os textos inscritos no estado.
Neste ano, o concurso de redação teve como tema “Democracia nas redes sociais”. No texto, a estudante defendeu a inclusão do ensino digital nos currículos escolares como forma de preparar os jovens para o uso consciente da internet.
Alunos de mais de 200 escolas estaduais de Mato Grosso participaram do programa. O professor Ewerton Rezer Gindri acompanhou o processo e destacou a importância da participação das unidades escolares na iniciativa.
Durante uma semana, Maria Eduarda e outros 26 estudantes ocupam simbolicamente as cadeiras dos senadores que representam os estados e o Distrito Federal.
Os jovens participam de comissões, apresentam propostas, discutem temas de interesse nacional e votam projetos. A experiência permite que eles conheçam, na prática, o funcionamento do processo legislativo e o trabalho desenvolvido no Senado.
Ao todo, o programa reúne 27 estudantes: um representante de cada estado e um do Distrito Federal.
Criado em 2008, o Jovem Senador seleciona alunos da rede pública por meio de um concurso de redação. A iniciativa busca aproximar os estudantes da política e estimular a participação dos jovens nos debates sobre cidadania e democracia.
Propostas podem virar sugestões legislativas
As ideias apresentadas pelos estudantes durante a vivência não ficam restritas à simulação. As propostas aprovadas pelos jovens podem ser encaminhadas à Comissão de Direitos Humanos do Senado.
Depois disso, os textos podem começar a tramitar como sugestões legislativas e, caso avancem no Congresso Nacional, podem até ser transformados em leis.

Para Maria Eduarda, a participação também é uma oportunidade de defender a educação digital. A estudante considera importante que as escolas abordem o funcionamento das redes sociais, os riscos presentes no ambiente virtual e o uso responsável das plataformas.
Além de representar Mato Grosso, a jovem leva ao Senado a experiência dos estudantes da rede pública e as discussões realizadas dentro da Escola Estadual 29 de Novembro, em Tangará da Serra.
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