Jornalismo comunitário da RMC celebra resultados nos bairros em municípios de MT

A Rede Matogrossense de Comunicação completa 60 anos e resgata, em seus arquivos, a trajetória do jornalismo comunitário que marcou sua história.

Há mais de duas décadas, a Rede Matogrossense de Comunicação (RMC) transformou o modo de fazer jornalismo comunitário em Mato Grosso ao sair do estúdio e ir para dentro dos bairros de Cuiabá, Várzea Grande e outras cidades do interior.

Nos anos 2000, esse modelo de cobertura passou a dar voz a moradores, expor problemas antigos e transformar reclamações em pauta diária, ajudando a construir não só um jornalismo comunitário marcante, mas também a própria identidade da Rede junto à população.

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Ao completar 60 anos, a Rede Matogrossense de Comunicação abre seus arquivos para revisitar uma trajetória marcada pelo jornalismo comunitário. Foto: TVCA/Reprodução

Quadros como Bairro que eu Quero levaram as câmeras para regiões esquecidas pelo poder público, revelando ruas sem asfalto, falta de iluminação, escassez de água e dificuldades que faziam parte da rotina de milhares de famílias. As reportagens passaram a acompanhar as histórias, dar nome aos problemas e cobrar respostas.

A mudança também se refletiu na rotina das redações. O comunitário deixou de ocupar espaços pontuais na programação e passou a ser prioridade, com equipes nos bairros desde cedo, vivendo o cotidiano da população e mostrando a realidade de quem dependia do transporte público, da infraestrutura básica e de serviços essenciais.

Essa virada também foi sentida por quem viveu o período dentro da redação. Para a jornalista Glenda Cury, ex-repórter da TV Centro América, o jornalismo comunitário deixou de ser algo pontual e passou a ocupar lugar central na programação.

“Era uma pauta que antes ficava mais restrita aos fins de semana ou a horários alternativos. Nos anos 2000, ela virou prioridade. Às 7h da manhã, ou até antes disso, os jornalistas já estavam nos bairros, dentro dos ônibus, vivendo e mostrando a realidade da população”, relembrou.

Segundo ela, foi nesse contexto que surgiu o relóginho na tela, um personagem pequeno no tamanho, mas gigante na cobrança por soluções para a comunidade.

Com o tempo, o jornalismo ganhou símbolos próprios. O relóginho passou a marcar prazos e a cobrar soluções, transformando a reportagem em compromisso público. Quando a câmera voltava, muitas vezes o cenário já era outro: ruas pavimentadas, iluminação instalada e moradores celebrando conquistas que nasceram da insistência da comunidade.

Personagens, repórteres e formatos mudaram ao longo dos anos, mas a essência permaneceu. Quadros como Chama o Gonzaga reforçaram a ligação direta entre moradores e autoridades, mostrando que o jornalismo comunitário não termina na denúncia, mas segue até a solução.

Hoje, com novas tecnologias e formas de interação, a lógica é diferente, mas o princípio é o mesmo. A tecnologia aproximou ainda mais a população da emissora, ampliando a participação e fortalecendo um modelo de jornalismo que continua tendo a comunidade como ponto de partida e de chegada.

O jornalismo comunitário da TV Centro América ajudou a transformar realidades. E, ao longo dessas décadas, seguiu cumprindo seu papel mais essencial: estar onde as pessoas estão e dar visibilidade a quem sempre teve muito a dizer. Confira a reportagem especial no vídeo abaixo:

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