MS pode ter menos mortes de pessoas trans, mas ainda há muito que mudar

O Dia da Visibilidade Trans, celebrado nesta segunda-feira, 29 de janeiro, marca a luta e os direitos de todos os travestis e transexuais

O Dia da Visibilidade Trans é celebrado nesta segunda-feira, 29 de janeiro ?️‍⚧️ Ainda é preciso deixar claro o quanto é necessário dar voz a letra T da sigla LGBTQIA+. Sabe por quê? O Brasil continua sendo um dos países que mais matam travestis e transexuais.

Bandeira Trans
Bandeira trans desenhada na mão de uma pessoa. (Foto: Reprodução/Metrópoles)

Segundo o dossiê da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), 119 casos de homicídios pessoas trans foram registrados em 2023, um aumento de cerca de 11% em relação a 2022, que apontou 100 casos. 

Durante 8 anos de monitoramento da Rede Trans Brasil, 1.076 assassinatos foram registrados. No Brasil, a maior concentração de mortes violentas foi contabilizada na região nordeste. O Centro-Oeste está em último lugar, com menores índices.

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Mesmo assim, não há o que comemorar: em Bela Vista, Campo Grande e Dourados, todos em Mato Grosso do Sul, aconteceram 3 mortes.

Visibilidade Trans ?️‍⚧️

O Dia da Visibilidade Trans marca a luta e os direitos de todos os travestis e transexuais. E quem vive o dia de hoje com sorriso no rosto e olhar além da causa é o empresário e DJ campo-grandense Mariano Depieri Sgorla, de 25 anos.

“É um dia muito importante pra todos nós, trans, porque lembra da nossa existência, nossa visibilidade e nossa importância no mundo! Muitas pessoas esquecem que a gente existe ou que merecemos o mínimo de respeito e igualdade, então ter um dia pra levantar a nossa importância é essencial (…) Minha mãe, meu pai e minha irmã me respeitam e me aceitam muito”.

Mariano Depieri Sgorla
Mariano
Mariano e sua nova certidão de nascimento, conquistada ano passado. Como ele mesmo disse: “Erra o nome do pai agora”. (Foto: Redes Sociais)

Alô, trans de MS!

Na capital de MS, existe o Centro Estadual da Cidadania LGBTQIA+, que oferece vários serviços. São eles: 

  • orientação para retificação de nome e/ou gênero no registro civil
  • carteira de identificação por nome social (CNS)
  • registro de denúncia
  • encaminhamento para defensoria pública
  • acolhimento, orientação e encaminhamento psicossocial.

O atendimento é de graça e o local funciona de segunda a sexta-feira, das 07h30 às 17h30, junto a Subsecretaria LGBT. O endereço é avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, no prédio da FCMS (Fundação Cultura de MS). Para mais informações, acesse o site aqui.

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