Novas regras da cidadania portuguesa entram em vigor nesta terça-feira
Mudanças aumentam prazo mínimo de residência para brasileiros e endurecem regras para pedidos de nacionalidade em Portugal.
As novas regras para obtenção da cidadania portuguesa entram em vigor nesta terça-feira (19) e passam a afetar diretamente milhares de brasileiros que vivem em Portugal ou planejavam solicitar a nacionalidade nos próximos anos. A mudança foi publicada nesta segunda-feira (18) no Diário da República, jornal oficial do governo português.

Entre as principais alterações está o aumento do prazo mínimo de residência legal para brasileiros pedirem a cidadania: o tempo sobe de cinco para sete anos. Para estrangeiros de outras nacionalidades, o período exigido passa a ser de dez anos.
Outra mudança importante é que o período de espera pela autorização de residência deixará de contar para o cálculo da cidadania. A partir de agora, a contagem começará apenas após a emissão oficial do título de residência, o que pode ampliar ainda mais o tempo total necessário para obter a nacionalidade portuguesa.
O que muda nas novas regras de Portugal
A nova lei endurece os critérios para pedir a nacionalidade portuguesa e afeta principalmente brasileiros que vivem no país.
Como era antes
O que muda agora
A nova legislação também altera as regras para filhos de imigrantes nascidos em Portugal. Antes, crianças nascidas no país podiam ter acesso facilitado à nacionalidade. Agora, será necessário que um dos pais tenha residência legal há pelo menos cinco anos em território português no momento do nascimento.
O texto ainda extingue o regime especial de concessão de cidadania para descendentes de judeus sefarditas e prevê regras mais rígidas relacionadas a antecedentes criminais.
Segundo o Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), os pedidos enviados antes da entrada em vigor da nova lei continuarão sendo analisados pelas regras antigas. O órgão informou ainda que houve um aumento significativo na procura por solicitações antes da mudança na legislação.
As alterações impactam especialmente a comunidade brasileira em Portugal, estimada em cerca de 700 mil pessoas. A nova lei foi promulgada pelo presidente português António José Seguro, que chegou a alertar para os impactos da mudança e defendeu segurança jurídica para os processos já protocolados.
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