Desocupação e informalidade atingem mais pretos e pardos em MS

Estudo divulgado pelo IBGE analisa as desigualdades entre brancos, pretos, pardos, amarelos e indígenas; o PP separou em três temas

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) realizou diversas pesquisas sobre desigualdades sociais por cor ou raça em Mato Grosso do Sul. O levantamento traz números referente ao ano de 2021. O Primeira Página separou os dados no tocante à força de trabalho, salários e linha de pobreza. Confira cada tópico.

Início da recuperação do comércio influencia desempenho positivo dos serviços (Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias)
MS registrou 1,287 milhão de pessoas ocupadas em Mato Grosso do Sul (Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias)

Força de trabalho

A desocupação e informalidade atingem mais a população preta e parda. A população ocupada é aquela que trabalhou, de forma remunerada, por pelo menos 1h na semana anterior à entrevista, não importando se formal ou não.

Em 2021, MS registrou 1,287 milhão de pessoas ocupadas. Dentre estas, 543 mil eram brancas, 96 mil pretas e 611 mil pardas. Em 2020, estes números eram 1,235 milhão, 522 mil, 79 mil e 606 mil. Já em 2012, 1,18 milhão, 558 mil, 87 mil e 514 mil, respetivamente.

Por outro ponto de vista, a taxa de desocupação registra a população que está em busca de trabalho, tendo efetivamente tomado alguma atitude em busca de alguma ocupação, seja ela formal ou informal. Para o ano de 2021, os dados mostram que dentro da população branca, a taxa de desocupação ficou em 6,8%. Já entre a população preta a taxa ficou em 13,4%, tendo sido registrado 11,2% a população parda.

Em 2020, os valores eram mais próximos: 8,3% para pessoas brancas, 11,7 para pretas e 10,1 para pardas. Já em 2012, estes números eram 5,5%, 6,6% e 6,8% respectivamente.

A formalidade da ocupação é outro fator que influencia muito a vida das pessoas, dado que uma série de direitos está atrelada a tal fator. Em 2021, 65,9% das pessoas brancas ocupadas estavam formais. Já na população preta, este número era de 60,2% e entre os pardos foram registrados 57,8%. Em 2020, estes números era, respectivamente 65,4%, 60,3% e 58,3%. No ano de 2012, entre brancos, a taxa de formalidade era de 61,2%, entre pretos, 64,4% e entre pardos 58,4%.

Salários

De acordo com o IBGE, o rendimento médio da população preta ou parda é 33,42% menor que a da branca.

Em 2021, o rendimento médio da população ocupada foi de R$ 2.468,00. Entre a população branca, o valor ficou em R$ 3.044,00. Já entre pretos e pardos valor registrado foi de R$ 2.025,00, 33,42% menor. Em 2020, os valores registrados eram: Média total – R$ 2.595,00. Brancos – R$ 3.242,00, pretos ou pardos R$ 2.073,00.

Em 2012, percentualmente, a diferença era menor (28,75%), tendo sido registrados, respetivamente R$ 2.402,00, R$ 2.811,00 e R$ 2.003,00. Se considerada a formalidade, ocupações formais, em MS, no ano de 2021, tinham rendimento médio de R$ 2.949,00, já as informais registravam R$ 1.678,00, um valor 43,1% menor.

Entre os 10% com menor rendimento, pretos e pardos são maioria. Entre os 10% com maior rendimento,
brancos são maioria, conforme a pesquisa.

Em 2021, entre os 10% da população de MS que recebiam os piores rendimentos, 62,7% eram pretos ou pardos. Já os brancos eram 35,9%. Porém, entre os 10% com os maiores rendimentos dentro do estado, pretos e pardos eram 33,7%. Brancos eram 64,7%. Em 2020, os números eram, respectivamente, 62,9%, 35,5%, 30,9% e 64,7%. Em 2012, os valores registrados foram: 62,5%, 33,2%, 30% e 66,8%.

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Pobreza

Entre as pessoas abaixo da linha da pobreza a presença de pretos e pardos é até 46,4% maior, diz a pesquisa.

A análise das linhas de pobreza monetária, propostas pelo Banco Mundial (World Bank)1, reforçam o quadro de maior vulnerabilidade da população preta e parda, que apresentou percentual de pobres superior ao verificado para a população de cor ou raça branca.

No estado, em 2021, considerando a linha de US$ 5,50 diários, a taxa de pobreza das pessoas brancas era de 17,7%, ao passo que entre as pessoas pretas ou pardas o percentual foi de 25,8%. Considerando a linha de US$ 1,90 diários, a diferença também foi expressiva: enquanto 2,8% das pessoas brancas
tinham rendimentos abaixo da linha, 4,1% das pessoas pretas ou pardas.

A diferença entre os percentuais chega a 46,4% a mais para pretos e pardos.

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