Programa deve distribuir leite e derivados para alunos, idosos e famílias de Campo Grande

Política municipal prevê atender até 120 mil pessoas e também fortalecer produtores locais

A partir desta semana, Campo Grande passa a contar com um programa voltado à suplementação alimentar com leite e derivados frescos. A medida foi sancionada e já está em vigor.

A iniciativa prevê a distribuição de leite fresco e derivados para alunos da rede municipal, idosos atendidos em centros de convivência e pacientes das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), além de famílias em situação de vulnerabilidade social.

Criança com leite
Programa garante renda e melhora nutrição do público-alvo da distribuição. (Foto: Reprodução)

De acordo com a lei, o programa pode alcançar até 110 mil estudantes, 5 mil pacientes e idosos e outras 5 mil famílias cadastradas em programas assistenciais.

A proposta busca reforçar a alimentação com nutrientes essenciais, como cálcio e proteínas, contribuindo para o desenvolvimento infantil e a recuperação nutricional de pacientes e idosos.

O programa também quer trazer segurança alimentar para famílias em situação de vulnerabilidade.

Além do impacto social, a medida também mira o fortalecimento da economia local. Apenas laticínios instalados em Campo Grande poderão fornecer os produtos, e a política prevê incentivo direto a produtores de leite da região.

Distribuição do leite e derivados

Entre os itens distribuídos estão leite pasteurizado, iogurtes, bebidas lácteas e queijos frescos. A lei proíbe a compra de leite do tipo UHT, conhecido como longa vida, priorizando alimentos frescos. Também está prevista a inclusão de mel de abelha, como alternativa ao uso de açúcar.

O modelo de execução envolve parcerias entre o município, cooperativas e associações de produtores, que ficarão responsáveis pela intermediação e repasse dos recursos, mediante comprovação da entrega dos produtos.

Os valores pagos aos produtores terão como base um índice nacional, com acréscimo de bônus para incentivar a produção local. Já os laticínios receberão pelo processamento, transporte e distribuição dos alimentos.

A prefeitura ainda deve regulamentar detalhes operacionais do programa, como fiscalização, controle de qualidade e forma de distribuição.

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