Projeto que alimenta 110 crianças por dia há 4 décadas em MT depende de doações para continuar

Há quase quatro décadas, projeto de Rondonópolis (MT) oferece alimentação e acolhimento a crianças e adolescentes e depende de doações e voluntários para manter a rotina.

Uma panela que começa a ser preparada pelo menos três horas antes da refeição ajuda a alimentar cerca de 110 crianças e adolescentes, de segunda a sexta-feira, em Rondonópolis (MT). A rotina faz parte do projeto Filhos do Noel, que há quase quatro décadas oferece alimentação e acolhimento e depende de doações e voluntários para continuar funcionando.

À frente do preparo está Maria Vieira de Souza. Para que a sopa esteja pronta quando as crianças chegarem, o trabalho na cozinha começa cedo. Ingredientes são preparados, a panela vai ao fogo e, horas depois, os pratos começam a ser servidos.

Projeto Filhos de Noel oferece há quase quatro décadas oferece alimentação e acolhimento.
Projeto Filhos de Noel oferece há quase quatro décadas oferece alimentação e acolhimento. – Foto: Projeto Filhos de Noel/Reprodução

A rotina se repete cinco vezes por semana. Para muitas das crianças atendidas, a refeição já faz parte do dia a dia. Maria conta que conhece o gosto dos pequenos e acompanha de perto a reação deles à comida preparada pelos voluntários.

Uma rotina que atravessa quase 40 anos

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Voluntários ajudam a preparar e organizar as refeições servidas pelo projeto Filhos do Noel em Rondonópolis (MT). – Foto: Projeto Filhos do Noel/Reprodução

O trabalho do Filhos do Noel começou há quase quatro décadas e cresceu ao longo dos anos. Atualmente, cerca de 110 crianças e adolescentes são atendidos pelo projeto. Mais do que servir uma refeição, o espaço se tornou um ponto de convivência e acolhimento.

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Maria Vieira de Souza, idealizadora do projeto, em homenagem recebida neste ano no Rotay Clube de Rondonópolis. – Foto: Instagram/ Reprodução

Entre os frequentadores estão Miguel Domingues da Silva, de 13 anos, e Ana Caroline, de 8. Eles contam que gostam da sopa e participam também da rotina depois da refeição. Miguel, por exemplo, ajuda lavando o prato depois de comer.

Tudo começou em 1989

Fotos de Maria no início do projeto Filhos de Noel na década de 80.
Fotos de Maria no início do projeto Filhos de Noel na década de 80. – Foto: Arquivo pessoal/Montagem

A história do Filhos do Noel começou em 1989, de forma simples, em uma pequena cozinha. Era em um fogão vermelho que Maria Vieira preparava as primeiras refeições para as crianças.

Naquela época, segundo relato publicado pelo próprio projeto, as crianças comiam debaixo das árvores, sentadas em bancos feitos de vigotas e tijolos ou em um pedaço de chão. As árvores também serviam de espaço para as brincadeiras.

Solidariedade mantém panela no fogo

Para colocar comida no prato de aproximadamente 110 pessoas todos os dias, porém, o projeto precisa manter uma estrutura que vai além dos ingredientes usados na sopa.

Alimentos, gás e outros itens necessários para o funcionamento fazem parte dos custos enfrentados diariamente.

Andreia Carla Vieira, responsável pela organização do projeto, explica que as doações e parcerias são fundamentais para que o atendimento continue.

As contribuições recebidas ajudam a garantir que, no dia seguinte, a cozinha volte a funcionar e as crianças encontrem novamente a refeição pronta.

Ao longo dos anos, o Filhos do Noel também passou a receber apoio de diferentes parceiros. Entre eles está o Motoclube Caveiras do Cerrado, que contribui com o projeto há pelo menos cinco anos.

Projeto Filhos do Noel atende cerca de 110 crianças e adolescentes com refeições de segunda a sexta-feira em Rondonópolis (MT). – Foto: Projeto Filhos do Noel/Reprodução
Projeto Filhos do Noel atende cerca de 110 crianças e adolescentes com refeições de segunda a sexta-feira em Rondonópolis (MT). – Foto: Projeto Filhos do Noel/Reprodução

Como ajudar o projeto

Quem quiser contribuir diretamente com o Filhos do Noel pode entrar em contato com os responsáveis pelo telefone (66) 99607-4701.

Depois de quase quatro décadas, a rotina continua praticamente todos os dias úteis: a panela vai ao fogo horas antes, os voluntários preparam a comida e, quando as crianças chegam, a refeição está pronta.

No dia seguinte, tudo começa outra vez.

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