Quase 400 animais correm risco de ficar sem abrigo; ONG faz apelo por ajuda

Entidade acolhe cães e gatos em Campo Grande, mas espaço onde abriga os animais precisará ser desocupado

Quase 400 animais podem ficar sem ter onde morar, após a Organização Não Governamental (ONG) Divinos Guerreiros precisar sair do imóvel onde a entidade existe atualmente. O espaço é mantido pelos protetores independentes Roberto Hayd e Lúcia Roca.

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Alguns dos animais abrigados pela ONG (Foto: divulgação)

À reportagem, os responsáveis pelo local contaram que muitos dos animais abrigados pela ONG foram vítimas de abandono, maus-tratos, atropelamentos, doenças e outros tipos de violência. 

Entre os animais acolhidos, 200 vivem no Abrigo Vó Nilza, no bairro Cabreúva. Os demais são abrigados na chácara que precisará ser devolvida aos proprietários.

“O mais importante é garantir que eles continuem seguros e recebendo todos os cuidados de que precisam”, afirma Roberto Hayd.

A ONG é conhecida na região pelos trabalhos de resgate de animais em situações complexas, como o que ocorreu com os filhotes de gato que estavam presos em um bueiro de Campo Grande. 

Devido à situação, muitos animais acolhidos possuem problemas de saúde como sequelas de maus-tratos ou idade avançada. Por isso, dependem de acompanhamento veterinário contínuo, o que dificulta a adoção imediata. 

Gastos elevados com os animais

Além de buscar um novo espaço, a organização tenta driblar as despesas elevadas para manter os animais. Por mês, cerca de 900 quilos de ração para cães, e 700 quilos de ração para gatos são necessários. Além disso, é utilizado aproximadamente três toneladas de areia sanitária. 

Os valores gastos com alimentação especial, medicamentos e atendimento veterinário chega em até R$ 6 mil mensais, fora os custos com água, transportes e outras despesas ligadas aos cuidados dos animais. 

Por isso, estão sendo promovidas três rifas solidárias, além das campanhas permanentes de arrecadação. Para entrar em contato com o abrigo, clique aqui.

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