Quilombolas representam 0,9% dos moradores de Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul tem a 2ª menor população quilombola do país. É o que mostra levantamento divulgado nesta quinta-feira (27), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Ao todo, 2.546 pessoas que moram em cidades de MS, identificaram como parte da etnia.

Esta foi a primeira vez em um levantamento censitário que a população quilombola brasileira foi considerada contabilizada como etnia.
“Percebemos que precisava identificar melhor essas comodidades. Fizemos uma coleta especifica, buscando essa população para dar mais visibilidade”, explicou Mário Alexandre Pinna Frazeto, presidente do IBGE em MS.
Tudo começou com estudo das áreas onde quilombolas vivem, no estado. “A gente contava essa população, ela existia, mas não era tratada separada. Agora, demos uma visibilidade maior para eles”.
Agora, com o novo levantamento, Frazeto explica que será possível atuar em melhorias. “O principal é no que diz respeito a ação pública. Será possível atender melhor essa comunidade, dar mais condições, investir em escolas, saúde, dar melhor habitação”.
Levantamento
Durante a pesquisa, os agentes contaram com a ajuda das lideranças quilombolas e adaptaram o questionário, inserindo as questões: você se considera quilombola? Qual o nome da sua comunidade?
De acordo com o IBGE, das 2.546 pessoas quilombolas, no estado, 1.401 vivem fora dos territórios quilombolas, o que representa um pouco mais da metade desta população.
Considerando o número de moradores de MS registrados pelo IBGE – 2.756.700 -, os quilombolas representam 0,09% dos sul-mato-grossenses.
O número de quilombolas no estado só não é menor que a do Distrito Federal, onde foram registradas moradia de 305. Em relação aos estados com a maior representatividade quilombola, está a Bahia, com 397.059 pessoas. No entanto, a unidade federativa com maior taxa de quilombolas por habitantes é o Amazonas, com 45,43%, e o Sergipe, com 45,24%.
Ao todo, existem 11 territórios quilombolas oficialmente delimitados em Mato Grosso do Sul. De acordo com o IBGE, foram considerados aqueles que estavam presentes no acervo fundiário do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) ou dos órgãos com competências fundiárias até 31 de julho de 2022.
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