Brasileira ganha destaque internacional com projeto de enriquecimento alimentar
Estudante da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) leva pesquisa inovadora sobre ora-pro-nobis ao World Food Forum, em Roma.
A trajetória da jovem pesquisadora Lara Santiago, estudante de Ciências dos Alimentos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), ganhou projeção global ao integrar o World Food Forum, realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma.
A participação a colocou como uma das vozes brasileiras no debate internacional sobre inovação e sustentabilidade no sistema agroalimentar.

Lara foi selecionada após se destacar no Food Systems Innovation Challenge, desafio global lançado pela Wageningen University Research (WUR), uma das mais influentes instituições do mundo na área.
Liderando a equipe AgroEssentialTeam, ela conquistou o 3º lugar na competição, resultado que garantiu sua entrada no Youth Food Lab (YFL), programa internacional de incubação promovido pela FAO em parceria com o World Food Forum.
O projeto que levou a estudante ao desafio global envolve a pesquisa de enriquecimento nutricional da ora-pro-nobis, planta brasileira conhecida pelo alto valor nutritivo. A investigação utiliza sistemas de cultivo em paredes verticais, luz LED controlada e pequenas quantidades de água, além do uso do D-limoneno como único defensivo agrícola. O método aumenta o crescimento e a qualidade nutricional da planta, permitindo a produção de um suplemento em pó versátil e aplicável em diversas preparações culinárias.
As análises físico-químicas, fundamentais para validar o impacto nutricional da proposta, foram conduzidas no Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Esalq. Os resultados confirmaram ganhos significativos na qualidade da ora-pro-nobis enriquecida.
Durante o World Food Forum, realizado em outubro de 2025, Lara apresentou o projeto a especialistas e representantes internacionais, reforçando a relevância da pesquisa desenvolvida no Brasil. Os dez grupos integrantes do YFL receberam financiamento total de 11 mil euros, dividido igualmente entre as equipes, como incentivo à continuidade das iniciativas.
A participação no evento marcou não apenas a consolidação do projeto, mas também um momento simbólico: Lara foi integrante do único time brasileiro da edição, levando a pesquisa nacional a um dos ambientes mais prestigiados do planeta no debate sobre alimentação e sustentabilidade.
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