Fotógrafo peregrina e faz registro raro de cometa brilhante em Dourados

Fotógrafo descreveu momento para tirar a fotografia; conheça a história

A passagem do cometa C/2024 G3 ATLAS pelo céu de Mato Grosso do Sul foi capturada pelas lentes do fotógrafo Maycon Zanata, na zona de rural de Dourados. Com alto brilho, a imagem impressiona pela nitidez de detalhes e pelo céu estrelado.

Captura da passagem do cometa C/2024 G3 ATLAS pela zona rural de Dourados. (Foto: Maycon Zanata)
Captura da passagem do cometa C/2024 G3 ATLAS pela zona rural de Dourados. (Foto: Maycon Zanata)

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O registro foi feito na última quinta-feira (23), e se engana quem pense que para eternizar o momento foi necessário apenas apontar a câmera e apertar um botão. Maycon conta que o tempo nublado foi o principal desafio na hora de realizar o clique.

“Muitas nuvens, ficaram inúmeros dias nublado, alguns dias de muita chuva. As imagens aconteceram no finalzinho do cometa quando finalmente tivemos dois dias de céu parcialmente aberto. Por pouco não iria acontecer imagens, pois o cometa já está perdendo seu brilho e sumindo para sempre”.

Maycon Zanata, fotógrafo de natureza extrema

Conforme o Observatório Nacional, cometas são remanescentes da formação do sistema solar, compostos por poeira, rocha e diferentes tipos de gelo. Eles variam em tamanho, de alguns até dezenas de quilômetros de diâmetro.

O fotógrafo também contou que de todos os cometas que já presenciou, este foi o mais brilhoso, sendo possível observar sua passagem a olho nu.

Cometa C/2024 G3 (ATLAS)

Considerado o primeiro cometa visto a olho nu da Terra em 2025, o C/2024 G3 (Atlas) é considerado raro por sua intensa magnitude de brilho, sendo visto pela céu em diversas partes do país, mas perderá o brilho à medida que se afasta do Sol, deixando de ser visível a olho nu. No entanto, não é possível saber até quando ele será avistado a olho nu.

O cometa C/2024 G3 Atlas está visível a olho nu no período do entardecer, logo após o pôr do Sol, podendo ser avistado nos próximos dias, por cerca de uma a duas semanas. No entanto, para observá-lo é importante ter condições atmosféricas favoráveis, como céu limpo e sem nuvens.

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