Gravuras encontradas em fazenda de MT podem revelar presença indígena pré-cabraliana
Sinais foram encontrados em rocha dentro de uma fazenda em Torixoréu e serão analisados pelo Iphan.
Gravuras rupestres foram encontradas em uma rocha localizada em uma fazenda, no município de Torixoréu (MT). O registro foi divulgado pela prefeitura nas redes sociais nessa terça-feira (19), após uma expedição da Secretaria Municipal de Cultura ao local.

A área fica na região do Alto Diamantino e pertence a uma pecuarista. Segundo a prefeitura, a rocha abriga uma estrutura semelhante a um portal, além de uma cavidade com características de caverna.
Durante a vistoria, a equipe identificou marcas gravadas na pedra que podem estar relacionadas a povos originários que ocuparam a região antes da chegada dos europeus ao Brasil. A suspeita é de que os sinais façam parte de um painel de gravuras antigas.
O achado será encaminhado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Cuiabá, para que técnicos façam uma avaliação arqueológica no local. A análise deve confirmar se os registros têm valor histórico e se a área poderá ser protegida como patrimônio.
Gravuras rupestres foram identificadas por campeiro
De acordo com a prefeitura, os sinais foram vistos pela primeira vez em 2016 pelo trabalhador rural Renato Santos, enquanto ele campeava gado na propriedade. Na época, ele fotografou as marcas e enviou as imagens a um amigo.
Anos depois, as fotos voltaram a circular e chegaram ao conhecimento da Secretaria Municipal de Cultura, que organizou a expedição para verificar o local.
Possível herança dos povos originários
A prefeitura informou que a região de Torixoréu tem histórico de ocupação por povos originários, com destaque para a etnia Bororo. Por isso, os sinais encontrados na rocha podem indicar vestígios de presença indígena no período pré-cabraliano.
Além das gravuras, a equipe também observou cavidades na superfície da rocha, que podem ter sido usadas para armazenar mantimentos ou utensílios, hipótese que ainda depende de validação técnica.
O material registrado será enviado ao Iphan para análise, preservação e possível tombamento do local.
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