Nasa faz alerta sobre sequência de megaerupções que deve atingir a terra

Desde o último domingo (1º ), o sol disparou uma sequência de clarões de alta energia

Satélites da Nasa registraram atividade solar excepcional nos últimos três dias. Ao todo, cinco erupções de Classe X – a categoria mais intensa de explosões solares – foram disparadas pela mancha solar AR 4366, uma região de instabilidade magnética gigante que surgiu no final de janeiro.

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(Erupção solar de classe X registrada pela Nasa no dia 3 de fevereiro de 2026 (Foto: Nasa)

Desde o último domingo (1º ), o sol disparou uma sequência de clarões de alta energia.

São elas:

  • X1.0 (Domingo)
  • X8.1 (A explosão mais potente do grupo, gerando ejeção de material solar)
  • X2.8
  • X1.6
  • A quinta explosão de classe X confirmada nesta madrugada.

    A explosão de magnitude X8.1 é a maior preocupação da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional), pois lançou uma massa de material solar que está em rota de colisão com o campo magnético da Terra.

    De acordo com os especialistas ouvidos pela CNN Brasil, os impactos devem ser sentidos nesta quinta (5) e sexta-feira (6). Embora a explosão tenha sido potente, a previsão é de impactos de fraca intensidade, incluindo:

    O astrônomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), destaca que a região responsável pelos disparos tem dimensões colossais: aproximadamente 10 vezes o tamanho da Terra.

    Desde sua aparição em 30 de janeiro, a mancha tem sido uma “fábrica” de explosões:

    • 21 erupções de Classe C (Pequenas)
    • 38 erupções de Classe M (Médias)
    • 5 erupções de Classe X (Severas)

    As erupções solares são classificadas por letras, funcionando de forma semelhante à escala Richter para terremotos, sendo que cada letra representa um aumento de 10 vezes na energia:

    ClasseImpacto na Terra
    Classe XSeveras. Interferem em comunicações globais e redes elétricas. Geram auroras intensas.
    Classe MMédias. Causam breves apagões de rádio nos polos e auroras moderadas.
    Classe CPequenas. Poucas ou nenhuma consequência perceptível.
    Classe A/BMínimas. Sem impacto detectável.

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