O que é convulsão? Entenda após mal-estar de Henri Castelli no BBB 26
Henri Castelli passou mal durante a primeira prova do líder do BBB 26. Pouco tempo depois, ele teve um novo episódio e precisou ser atendido pela equipe médica do programa.
Henri Castelli precisou deixar a primeira prova do líder do BBB 26 após passar mal, na manhã desta quarta-feira (14). Ele caiu da plataforma durante a prova de resistência, e os participantes chamaram a produção, suspeitando de uma convulsão.
Ele foi retirado da prova para atendimento médico. A causa do mal-estar não foi informada, mas a produção do BBB 26 informou aos participantes que o ator estava consciente, sob cuidados médicos, e passa bem.

Diante da repercussão do caso envolvendo Henri Castelli, especialistas explicam o que caracteriza uma convulsão, quais situações podem provocar uma crise e quais cuidados devem ser adotados nesses momentos.
O que é convulsão?
Convulsão é um episódio súbito em que o cérebro passa a apresentar uma descarga elétrica anormal. Essa alteração pode provocar contrações musculares involuntárias, perda de consciência ou mudanças de comportamento fora do padrão habitual. Em geral, as crises duram de alguns segundos a poucos minutos.
O quadro é caracterizado por movimentos musculares desordenados e, na maioria das vezes, pela perda de consciência. De acordo com o Ministério da Saúde, a convulsão ocorre devido a uma excitação anormal do córtex cerebral, funcionando como uma espécie de “falha elétrica” temporária no sistema nervoso.
Durante a crise, a pessoa pode apresentar movimentos involuntários, salivação excessiva, olhos virados para cima e perda de consciência.
Por que convulsões acontecem?
As convulsões ocorrem devido a alterações na atividade elétrica do cérebro e podem ter diferentes causas. O médico neurologista Cesar Androlage explica que os fatores que levam a uma crise variam conforme a idade e as condições de saúde de cada pessoa.
Entre as causas mais frequentes de convulsão estão:
- Febre muito alta em crianças, conhecida como convulsão febril;
- Epilepsia;
- Uso de álcool ou drogas ilícitas, seja por intoxicação ou abstinência;
- Alterações metabólicas, como hipoglicemia;
- Distúrbios nos níveis de sódio, cálcio e outros eletrólitos;
- Traumatismo craniano;
- Infecções do sistema nervoso central, como meningite e encefalite;
- Tumores cerebrais e outras lesões no cérebro;
- Uso de alguns medicamentos;
- Suspensão abrupta de determinados remédios.
Segundo o neurologista, a identificação da causa é fundamental para definir o tratamento adequado e reduzir o risco de novas crises.
Veja abaixo o momento em que Henri Castelli passa mal durante a primeira prova do líder do BBB 26. Nas imagens, o ator cai da plataforma e apresenta movimentos desordenados, o que leva os demais participantes a pedirem ajuda imediata à produção do programa.
O episódio gerou preocupação entre os brothers e reacendeu o debate sobre convulsões e como agir em situações semelhantes.
Como identificar uma crise convulsiva?
Uma crise convulsiva costuma começar de forma repentina. Em alguns casos, a pessoa pode emitir um grito involuntário e, logo em seguida, apresentar rigidez no corpo, passando a ter movimentos desordenados. Quando a pessoa deixa de responder e começa a se debater, o mais indicado é acionar ajuda médica imediatamente.
Os sinais mais comuns variam conforme o tipo de convulsão, mas geralmente incluem perda de consciência, rigidez muscular seguida de tremores ou contrações, olhar fixo ou desvio dos olhos, salivação excessiva ou espuma na boca e respiração ruidosa. Em alguns casos, pode ocorrer mordedura da língua, perda involuntária de urina e, após o fim da crise, confusão mental e sonolência.
As crise são graves?
O médico neurologista destaca que nem toda convulsão é grave ou coloca a vida em risco imediato. Em muitos casos, a crise dura pouco tempo e passa sozinha. No entanto, quando a convulsão demora mais de cinco minutos ou acontece várias vezes seguidas, sem que a pessoa recupere a consciência, a situação é considerada uma emergência médica.
O risco também é maior quando a crise ocorre em locais ou situações perigosas, como dentro da água, no trânsito ou em lugares altos, além de pessoas que já têm problemas no coração ou nos pulmões.
O que fazer (e o que evitar)?
Após uma convulsão, é importante procurar um neurologista para investigar a causa. Normalmente, o médico solicita exames de sangue e exames do cérebro para entender o que provocou a crise e verificar se há alguma doença associada.
O Ministério da Saúde e a Associação Brasileira de Epilepsia também recomendam alguns cuidados importantes durante uma crise convulsiva:
- Mantenha a calma e chame o SAMU pelo número 192;
- Coloque a pessoa de lado, para evitar engasgo com saliva;
- Afaste objetos que possam causar ferimentos, como óculos, relógios e móveis próximos;
- Não segure a pessoa à força nem tente conter os movimentos;
- Não coloque a mão na boca da vítima, pois há risco de mordida, já que a mandíbula também se contrai involuntariamente;
- Após o fim da crise, permita que a pessoa descanse.
“Durante uma crise convulsiva, o principal é manter a calma. A orientação é deitar a pessoa de lado, afastar objetos que possam causar ferimentos, proteger a cabeça e afrouxar roupas apertadas no pescoço. Também é importante permanecer ao lado da vítima até o fim da crise e acionar o atendimento de emergência pelo SAMU (192). Em nenhuma hipótese se deve colocar objetos ou as mãos na boca, tentar conter os movimentos à força ou oferecer água e alimentos durante a convulsão”, explica o neurologista.
Casos recentes em MT reacendem alerta sobre convulsões
Em Mato Grosso, um caso semelhante terminou de forma trágica: o trabalhador Rodrigo Nunes de Oliveira, de 40 anos, morreu em junho de 2025 após sofrer uma crise convulsiva durante uma atividade do grupo religioso Legendários, em Rondonópolis.

Rodrigo passou mal enquanto participava do evento com cerca de 150 homens e foi socorrido para o Hospital Regional. Apesar de ter sido entubado e de receber atendimento médico, ele não resistiu às complicações e morreu horas depois.
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