Gravado em MT, filme Pantanal é indicado ao 'oscar' do cinema ambiental

As gravações foram feitas em Poconé e em algumas regiões do pantanal sul-mato-grossense

O documentário Pantanal, produzido pela Environmental Justice Foundation (EJF) e gravado em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, foi indicado ao Wildscreen Panda Awards, a principal premiação mundial de filmes sobre natureza, conhecida como o “Oscar Verde”.

A produção concorre na categoria Impacto, dedicada a obras com potencial para mobilizar mudanças sociais e ambientais. O filme retrata a biodiversidade única do Pantanal, maior planície tropical alagável do planeta, e expõe as ameaças crescentes ao bioma, como desmatamento e incêndios de grandes proporções.

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Nina e Trovão foram flagrados acasalando próximo à conhecida como Piuval, ao Norte do pantanal. (Foto: Reprodução)

As gravações passaram por cenários emblemáticos do bioma, como a Transpantaneira e Porto Jofre, em Poconé, a 104 km de Cuiabá, além de regiões do Pantanal sul-mato-grossense. A capa do documentário é um casal de onça pintadas, Nina e Trovão, que foram flagrados na região do pantanal mato-grossense.

Narrado por dois defensores ambientais, o longa-metragem combina imagens aéreas, depoimentos de cientistas, lideranças indígenas e ativistas para mostrar o papel do Pantanal na regulação climática e sua importância cultural para povos e comunidades locais.

Em 2020, cerca de um terço da região foi devastada por queimadas, com perdas estimadas em 17 milhões de animais vertebrados, um desastre que o filme transforma em alerta global.

Pantanal disputará o prêmio com outras duas produções de grande repercussão, incluindo Oceanos, documentário com participação do naturalista britânico David Attenborough. A cerimônia de premiação será realizada em 22 de outubro, em Bristol, na Inglaterra.

Confira o trailer

Para a ambientalista Luciana Leite, que participa do filme e coordena a EJF no Brasil, a indicação reforça a necessidade de dar visibilidade internacional ao bioma: “Desde a primeira vez que estive no Pantanal, senti que, se as pessoas soubessem o que acontece ali, a história poderia ser diferente. Essa indicação mostra que essa mensagem está chegando onde precisa.”

O fundador da EJF, Steve Trent, destacou a importância de colocar o pantanal “sob os holofotes do mundo”. Segundo ele, o filme alia beleza cinematográfica e provas documentais para chamar atenção à urgência de proteger um dos últimos ecossistemas selvagens do planeta.

Criado em 1982, o Wildscreen Panda Awards é realizado a cada dois anos e reconhece as melhores produções do cinema ambiental, em categorias que vão da inovação técnica ao impacto social.

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