Aos 91 anos, dona Joaninha faz de arraial uma celebração da vida
O arraial da dona Joaninha já é tradição para a família que nasceu no Nordeste, mas adotou Campo Grande como terra do coração. Aos 91 anos, a matriarca faz questão de celebrar o aniversário do jeitinho mais nordestino possível, com muito forró, comidas gostosas e a família toda do lado.

Essa festança acontece há anos, fruto de “uma vida boa, graças a Deus”, diz Joana Batista de Oliveira. Com nove décadas de história, ela faz aniversário justo no dia de São João, 24 de junho, e por isso, os festejos juninos sempre foram uma parte importante da sua trajetória.
A filha dela, Marli Batista de Oliveira, 56 anos, comenta que essa tradição nunca deixou de ser realizada, mesmo com a mudança da família de Recife, em Pernambuco, para Campo Grande, Mato Grosso do Sul, há 21 anos.
“Todos os anos a gente faz essa festa. No Nordeste, quando meu pai era vivo, eles comemoravam em casa, com festejo. Mas, todo mundo sempre foi festeiro, com festa o ano inteiro. Ele gostava muito de forró, então lá em casa a música era coisa comum, quando chegava em junho, as festividades eram ainda mais presentes”, relembra Marli.

Para manter as raízes, eles continuaram com as festas e o aniversário da matriarca. “Nossa cultura é diferente dos sul-mato-grossenses, então até para trazer nossas raízes para cá, continuamos com a festa”.
A celebração teve tudo que tem direito, inclusive um bolo temático e uma fogueira – falsa, por motivos de segurança ?. “Estou muito feliz da vida, comemorei os 91 anos, com um arraial muito bonito, muito bom, animado, com gente muito boa, graças a Deus”, diz Joaninha.
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Devoção
Devota de Nossa Senhora das Dores, Padim Padre Cícero e Frei Damião, dona Joaninha trouxe essa fé lá do Nordeste, da cidade de Vitória de Santo Antão, onde nasceu.

Romeira, ela conta que era conhecida na região pela fé. “Todos os anos eu participava da Romaria por Padre Cícero, fazia excursão, arrumava viagem para Juazeiro. Já era conhecida de todo mundo”, conta.
Por isso, fazer aniversário no Dia de São João é tão especial. “Nordestino que não gosta de festa junina, não é nordestino”, brinca Mario Batista Oliveira, 61 anos, o outro filho de dona Joaninha. Foi ele que veio primeiro para Campo Grande, em 1982, transferido por causa do emprego, como militar da aeronáutica. Depois, vieram a mãe e a irmã, que acabou casando e construindo família aqui.

Mas, engana-se quem acha que dona Joaninha não tem fãs. O genro de Joana é um deles. “Dona Joana é uma pessoa iluminada, todos querem ser amigos dela, a gente brinca que ela tem mel no corpo, ela é doce. Todo mundo quer ficar do lado, ela está colhendo aquilo que plantou, ela é uma pessoa humilde demais”, se derrete Jorge Ferraz, 63 anos.

Lá do Nordeste também tem celebração pela vida de dona Joaninha. “A família que ficou no Nordeste acompanha tudo”, ri Marli. Segundo a filha, ela tem dois irmãos vivos, que ficaram no outro estado brasileiro. “Tem uma irmãzinha dela, Irene Albuquerque, no Cabo de Santo Agostinho, o outro irmão dela que mora no Recife, o João Lopes, que ainda estão vivos e sempre estamos em contato”, pontua.
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