Caso de amor do passado, flores são inspiração de tatuadora em MS
A campo-grandense Larys Escobar é apaixonada por flores desde a infância, o que, coincidência ou não, rendeu vários desenhos incríveis na pele de pessoas
A fluidez das flores, suas cores e veias estão impressas na pele de quem se deixa desenhar pela tatuadora campo-grandense, Laryssa Lya Martins Escobar, 34 anos. Basta uma breve olhadela no seu perfil do Instagram para perceber que as pétalas estão mais presentes que os outros desenhos, tudo, talvez, resultado de um caso de amor do passado.

“A minha pira com flores começou com aproximadamente 8 ou 9 anos na verdade”, ri.
“Eu peguei uma máquina fotográfica analógica da minha mãe e fui aprender a tirar foto das coisas que eu via no jardim. Era uma máquina profissional antiga, porque minha mãe trabalhava com isso antes. E a minha avó estava em casa nesta ocasião, ela já estava bem doente com Esclerose Lateral Amiotrófica, e eu pensei em fazer fotos para ver se a animava”, relembra.

Em busca de registros para a avó, ela passou horas no jardim. “Quando dei por mim eu havia ficado horas fotografando uma flor como se fosse a coisa mais fantástica e maravilhosa do universo. E foi, na verdade, né, do meu universo de criança naqueles instantes”.

“Aquela flor me atravessou, sabe?! E depois dela eu nunca mais consegui olhar para as flores da mesma forma. A diversidade de formas, de cores, o movimento dos traços, a suavidade, a textura das pétalas… Quando vejo uma flor parece que estou diante do ápice da vida daquela planta, sabe, me passa a sensação que é o momento de aquele ser viver em voz alta, exibindo suas formas únicas, expressando toda a sua sexualidade da forma mais pura, visceral e encantadora”, complementa.
Do traço a marca
Da fotografia infantil, passando pelo desenho, maquiagem e tantas expressões artísticas que vêm das mãos, Laryssa acabou se apaixonado pela tatuagem por puro acaso.

“Eu comecei em janeiro de 2018. Um primo meu que eu não via há anos, o Nagib Escobar, foi quem me apresentou os materiais, equipamentos e me deu um mega incentivo para começar. Ele havia visto que eu desenhava pelo Facebook e me perguntou o porquê de não começava a tatuar”, conta.
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Laryssa explica que deu todas as explicações racionais para isso, como não ter equipamentos ou pessoas para testar, mas que logo foram derrubadas pelo primo. “Foi aí que ele me emprestou os equipamentos por meses e pele junto com os amigos dele sem me cobrar por nada. Eu me apaixonei pelo processo e hoje já posso dizer que é um caso de amor real”, acredita.

Na lista de tatuagens de Laryssa há ipês, primaveras, mas também, gatos, baleias e borboletas.
“Eu procuro não definir demais na verdade. Dizem que quem define limita, né?! E o que me move é ter a liberdade para brisar no que eu me sentir bem fazendo. No entanto, eu sei que tenho algumas características pessoais que acabam permeando a estética de tudo o que produzo; eu gosto muito de detalhes, eu gosto de suavidade e movimento nos traços porque isso me remete à vida, a dança, ao vento”, pontua.

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