Chegada de gêmea empelicada foi presente em parto de emergência; VÍDEO

Maria Júlia nasceu envolta na bolsa amniótica e emocionou todo mundo, dos pais aos médicos que auxiliaram no parto

Jéssica ainda estava com o coração apertado quando viu finalmente Maria Clara nascer. A gêmea foi a primeira a vir ao mundo, após um exame detectar sofrimento fetal e a necessidade de um parto de emergência. Após o contato rápido com a filha, ela já se preparou para Maria Júlia, mas uma surpresa especial fez todo mundo se emocionar na sala de parto.

Segunda a nascer, Maria Júlia veio ao mundo empelicada, ou seja, ainda envolta na bolsa amniótica. O fenômeno costuma acontecer 1 vez a cada 80 nascimentos. Nas imagens, é possível ver a tranquilidade da bebê que ainda não percebe que chegou a esse mundo. Só quando a película se rompe, o chorinho vem. (veja o vídeo abaixo) 

Jéssica ficou surpresa com o nascimento empelicado de uma de suas filhas (Crédito: Arquivo Pessoal)

“Eu não vi, não dava para ver, só meu esposo que viu e gravou. Foi emocionante, só depois eu assisti e vi o quanto Deus é perfeito”, afirma Jéssica Alves dos Santos, 25 anos. 

Residente de ginecologia e auxiliar no parto, a médica Juliana Bouchabki Queiroz, foi uma das que se emocionaram com o momento. “Foi lindo! Foi a primeira vez que consegui ver sem estourar antes! apesar de durar apenas alguns segundos nos lembra como Deus e a natureza humana são perfeitos”, explica.

Maria Julia nasceu empelicada, emocionado os pais e os médicos (Foto: Arquivo Pessoal)
Maria Julia nasceu empelicada, emocionado os pais e os médicos (Foto: Arquivo Pessoal)

Juliana chegou a publicar as imagens nas redes sociais, onde confessou ter realizado um sonho ao acompanhar a mãezinha nessa aventura.

“Quase meia noite e as gêmeas Marias resolveram vir antes da hora, com apenas 35 semanas e 2 dias, pegando a equipe do plantão de surpresa! Após o nascimento da primeira gemelar, a segunda nasceu empelicada”, conta Juliana. 

 
 
 
 
 
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A médica responsável pela operação conta que a cesárea acabou sendo necessária por uma alteração no coração das bebês. “Os corações das bebês estavam batendo rápido demais. Realizamos o exame chamado cardiotocografia, que evidenciou uma taquicardia fetal sustentada. Tentamos solicitar vaga de transferência para os bebês, pois não havia vaga de UTI neonatal [na Maternidade Cândido Mariano], caso precisasse, pois são prematuras, mas a vaga iria demorar para sair. Optamos por realizar logo a cesariana. E graças a Deus as meninas estão lindas e com a mãe”, celebra a ginecologista e obstetra, Jéssica Silvestre. 

De cisto a gravidez gemelar 

Totalmente mãe de menina, Jéssica já tinha uma filha quando engravidou novamente. ”Elas foram planejadas, mas a gente achou que viria só um, não tinha ideia que poderia vir gêmeos, nunca nem pensamos nessa ideia”, conta a mãe.  

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A primeira ultrassom que ela fez apontou um embrião e um cisto no útero. “Com seis semanas eu descobri a gestação e o cisto e depois com 17 semanas, fiz outro ultrassom, que mostrou as duas”, conta. 

Do susto ao alívio, Jéssica ainda passou por uma gravidez difícil, com enjoos frequentes. “Nesse tempo eu passei muito mal, fiquei acamada, tive que fechar minha empresa de unha que eu tinha para cuidar da gestação e foi só ladeira abaixo, porque a gestação precisava de um cuidado maior. Foi muita dor, muito enjoo, mas nada que indicasse que era de alto risco”, pontua. 

No dia 31 de julho deste ano, ela percebeu que tinha alguma coisa errada.  

“Senti muita contração no domingo, muita dor, muita cólica. Não tinha nada pronto delas, nem o berço, só tinha chegado o carrinho, a maioria das roupas não estavam prontas, limpas, passadas ou guardadas”, conta. Ela e o marido ainda esperavam três semanas pela frente – a data prevista era 20 de agosto -, quando mudaram os planos e rumaram para a Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande.

Jéssica ao lado do marido e da filha mais velha, ainda durante a gravidez (Foto: Arquivo Pessoal/Instagram)
Jéssica ao lado do marido e da filha mais velha, ainda durante a gravidez (Foto: Arquivo Pessoal/Instagram)

Do primeiro contato no nascimento até o abraço apertado, Jéssica ainda precisou esperar a madrugada e o dia passar. “Fui para o quarto às 1h da manhã e desse horário até o outro dia, não consegui dormir, ouvia um barulho de carrinho e já achava que eram elas chegando”, relembra. 

O reencontro aconteceu apenas às 17 horas de segunda-feira, quando as meninas foram para o quarto. “Lembrando agora me vem uma câmera lenda daquele momento meu esposo e minha sogra as trazendo no carrinho. Eu as peguei, senti, falei graças a Deus elas estão aqui comigo. Meu sonho se tornou realidade”.

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