Clima, fé e polêmica: entenda a Fundação Cacique Cobra Coral

Fundada no século XX, a organização diz reunir médiuns e entidades espirituais desencarnadas para atuar na intervenção climática espiritual

“Luz que ilumina os fracos e confunde os poderosos”, esse é o slogan estampado na página principal da Fundação Cacique Cobra Coral.

Ela é uma entidade esotérica que afirma atuar na manipulação espiritual do clima, voltou aos holofotes em 2025 após anunciar publicamente que suspendeu 50% da “assistência climática” gratuita aos Estados Unidos.

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Entenda a Fundação Cacique Cobra Coral. (Foto: Reprodução)

O motivo? Uma resposta ao presidente americano Donald Trump, que determinou uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, com início em 1º de agosto.

A fundação usou o “princípio da reciprocidade” para justificar a decisão, direcionando o corte principalmente a empresas e regiões como Califórnia, Chicago, Nova York, Flórida e o Meio-Oeste americano.

A presidente da instituição, médium Adelaide Scritori, publicou a medida nas redes sociais, dizendo: “Receba, senhor presidente Donald Trump, nossa manifestação de paz espiritual”.

Por coincidência, ou não, os internautas começaram ironizar um alerta de tornado que foi emitido para Washington D.C logo depois do anúncio de Trump. Eles diziam que o “Cacique Cobra Coral já estava dando reposta” ao presidente americano.

Mas afinal, o que é a Fundação Cacique Cobra Coral e por que ela desperta tanto debate no Brasil e fora dele?

Misticismo, clima e poder público

Fundada no século XX, a Fundação Cacique Cobra Coral diz reunir médiuns e entidades espirituais desencarnadas para atuar na intervenção climática espiritual.

A principal entidade espiritual, que dá nome à instituição, seria o espírito do Cacique Cobra Coral, que — segundo seus idealizadores — já teria reencarnado como Galileu Galilei e Abraham Lincoln.

A atuação prática da fundação envolve interceder para desviar tempestades, dispersar nuvens ou controlar a chuva durante eventos estratégicos, como festas públicas e jogos de futebol.

Relatórios da instituição afirmam ter evitado enchentes no Rio de Janeiro, aliviado secas e até ajudado na organização do réveillon em Copacabana.

Apesar de não cobrar dinheiro, a fundação pede apoio a causas humanitárias. Seus contratos, geralmente com prefeituras e órgãos públicos, não envolvem pagamentos diretos, mas são frequentemente alvos de controvérsia e questionamentos acadêmicos sobre a eficácia real.