Crianças de Campo Grande enviam cartas para dar forças às vítimas no RS
Estudantes de Campo Grande preparam kits com alimentos acompanhados de cartas com mensagens para as crianças do Rio Grande do Sul
Crianças de Campo Grande escreveram cartinhas para outras, vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Elas demonstraram solidariedade enviando mensagens de carinho e doações de alimentos neste momento tão difícil.

“Eu sou Murilo, tenho 11 anos, sou de Campo Grande e acompanho tudo o que está acontecendo com vocês e queria dizer que estou rezando muito para que tudo volte ao normal. Que Deus abençoe vocês”.
Trecho da cartinha escrita por Murilo Guércio Aguirre Meneses.
“Meu nome é Marinha. Tenho 11 anos e sou de Mato Grosso do Sul, Campo Grande. O amor é o sentimento mais lindo de se sentir e o único que quebra todas as barreiras. Deus nos criou pelo amor, mas será que só podemos amar quem conhecemos? Claro que não! Nós amamos até quem não conhecemos. Por isso estou aqui. Para te espalhar o amor. As águas nunca serão o suficiente para derrubar o amor. Todos te amam. Seus amigos, familiares e até eu que não te conheço e já te amo”.
As palavras dos irmãos Marina e Murilo são de quem se sensibiliza com o sofrimento dos outros.
“A gente tem que se colocar no lugar deles para, pelo menos, poder doar as palavras e o tempo”, diz Marina.
As cartas com mensagens de solidariedade às vítimas das enchentes no sul do país foram escritas por alunos que fazem catequese na Paróquia Nossa Senhora de Fátima. Foi a maneira que eles encontraram para confortar as crianças que enfrentam o drama de uma tragédia climática.“Para seguirem firme que tudo isso vai passar, não vai ser para sempre”, completa Murilo.
Denise Meneses é catequista e explica que não é só alimento que conforta, uma palavra amiga também conforta. “Palavra amiga nessa hora é fundamental. Porque eles estão lá praticamente isolados. Então quando chega essa palavra amiga é um ânimo que eles vão ter e mais uma certeza de que tem mais gente lutando por eles”.
As cartinhas vão seguir para o Rio Grande do Sul junto com doações de alimentos.
A tragédia das enchentes no sul do país também sensibilizou a administradora Natália Rodrigues da Silva, mãe do pequeno Mateus que estuda numa escola particular em Campo Grande. Ela convenceu outras mães a terem o mesmo gesto solidário.
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“Eu tive a ideia de a gente mandar kits com bolachinha, água de coco, todinho, docinho, guloseimas, coisas para crianças para fazerem um lanche rápido, só que sempre com uma cartinha para a gente levar nosso apoio, nossa solidariedade, oração e solidariedade sempre”.
Só o Mateus Silva Medeiros escreveu quinze para as crianças desabrigadas. “Eu falei para eles não ficarem com medo na cartinha que Deus sempre vai abençoar eles”.
Em uma semana, Natália conseguiu arrecadar duzentos kits. Todos os dias, a administradora vai até a escola recolher os kits com doações para levar ao Centro de Tradições Gaúchas, responsável pelo transporte dos donativos. O sentimento de solidariedade contagiou todo mundo.
A escola gostou tanto da iniciativa da Natália que a direção mobilizou alunos de outras turmas para ajudar as crianças vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. São mais de 700 alunos que abraçaram a ideia. Quem ainda não sabe escrever, faz desenhos. O que importa é participar dessa corrente solidária.

A estudante Elis Flores, de 7 anos, desenhou a figura do que mais representa o sentimento de amor ao próximo. “Um coração porque Jesus ama elas e elas têm que receber carinho”.
“Nós já estávamos arrecadando bastante roupas e alimentos. Quando veio essa ideia da carta a gente abraçou. Desde o 1º ao 9° ano que tem se desenvolvido essas cartinhas para entregar junto. É a conscientização. Mais que entregar uma roupa é conscientizar o aluno do sofrimento do outro”, enfatiza o diretor da escola, Marcos Antônio Selhorst.
A escola, que já arrecadou mais de oito mil peças de roupas e meia tonelada de alimentos, também vai mandar muitas cartas para o Rio Grande do Sul.
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