Era Cilada 2.0: internautas contam histórias de dates ruins

Algumas constrangedoras, outras hilárias, mas toda história de date ruim se torna um bom entretenimento para os amigos

O Dia dos Namorados é uma data cheia de declarações, fotos de casais pelas redes sociais, flores e corações. Para alguns é dia de celebrar o amor, para outros é só mais um dia qualquer. Até porque não é tão fácil assim achar o “match perfeito” e durante essa busca, algumas pessoas acabam caindo em verdadeiras ciladas!

Nós do Primeira Páginacompartilhamos com você no último Dia dos Namorados, caro leitor, experiências traumatizantes de alguns internautas e, este ano, pedimos que você contasse se já teve algum date tão ruim. Reunimos os relatos mais interessantes abaixo:

encontros ruins histórias Leitores do Primeira Página relatam dates ruins que tiveram. (Foto: Reprodução)
Era Cilada 2.0: internautas contam histórias de dates ruins. (Foto: Reprodução)

Algumas constrangedoras, outras hilárias, mas toda história de date ruim se torna um bom entretenimento para os amigos.

As que você vai ler abaixo são verídicas mas os nomes foram alterados para preservar a identidade desses guerreiros*.

1- O tal do filtro…

Antônio* conheceu Júlia* pelas redes sociais, um lugar cheio de armadilhas. Recém solteiro e um pouco enferrujado, em um belo dia ele acabou conhecendo o perfil da jovem. Tudo pareciam flores: ela era atraente, o papo fluiu, os ingredientes perfeitos para marcar o date.

Marcaram de ir em uma típica festa universitária insalubre em Cuiabá, capital mato-grossense, mas que sempre rende bons momentos. Antônio foi com o próprio carro e já aproveitou para dar carona para o irmão e um amigo. Todos seguiram viagem para buscar a donzela. Porém algo de errado não estava certo.

“No escuro não deu pra ver, porque eu não enxergo muito bem. Ela entrou no carro e encostamos lá em casa, pra deixar o carro e pegarmos um motorista de aplicativo – responsabilidade né?! – aí eu notei que meu irmão e meu amigo estavam rindo. Desataram a rir até que eu vi a menina no claro”, explicou Antônio.

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Sabe aquela cena do Shrek em que ele vai buscar a princesa na torre e encontra a Fiona em sua versão ogra? Basicamente foi isso que aconteceu. Segundo Antônio a jovem utilizava tanto, mas tanto filtro, que pessoalmente era outra pessoa.

Todo o percurso ficou imerso em um silêncio constrangedor, inclusive por parte de Júlia que guardou toda sua simpatia apenas para o chat online. Já dentro da armadilha, ele começa a pedir socorro para os parceiros pelo WhatsApp mas não tinha o que fazer, ele teria que sair dessa cilada sozinho.

“Chegando na porta da festa, eles estavam cobrando identidade e ela esqueceu a dela, aí me deu um estalo: era a deixa! Falei para ela para irmos buscar. Deixei ela na casa dela, na hora que ela entrou, fui embora! Sumi?”, relata.

Isso mesmo que você entendeu: ele simplesmente VAZOU. Talvez o encontro tenha sido ruim não só pra ele..

2- Era cilada 2.0

O encontro de Leandra* e Bárbara* surgiu a partir do match de um daqueles aplicativos de encontros. Na época, ambas eram moradoras de Primavera do Leste, a a 239 km de Cuiabá.

“O papo tava maravilhoso passeando por vários assuntos entre trabalho, vida pessoal, estudos e a gente estava engajando na conversa aí ela soltou: vamos em ‘tal lugar’. Eu falei: ‘não, esse lugar é meio chato, tem muito hétero’, dei outra sugestão e ela aceitou”, conta Leandra.

Tudo combinado, banho tomado e todo mundo cheirosinho, faltando uns 20 minutos, Bárbara manda a mensagem: “Eu posso levar uma pessoa?” e como um boa mineira comunicativa, Leandra concorda.

Chegando no endereço combinado a surpresa: – pausa dramática – Bárbara levou o marido.

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“Ela não me contou que era casada, nem que era bissexual, cheguei a perguntar mas ela nunca se manifestou. Lá na hora eu fiquei extremamente sem graça. Ele perguntando ‘qual cerveja você gosta de beber?’ e eu não queria falar com ele. Ele sabia tudo que eu tinha conversado com ela. O constrangimento foi tanto que eu dei um perdido, falei que ia no banheiro e fui embora”, relata Leandra, rindo ao lembrar o constrangimento.

3- Ainda bem que tinha pastel!

Yasmin* também conheceu Gabriel* no maior fabricante de ciladas da atualidade: o aplicativo de namoro. Inicialmente tudo indicava que dariam certo. Durante várias trocas de mensagens empolgadas descobriram amigos e vários gostos em comum, o que só impulsionou ainda mais a marcarem o encontro.

Combinaram de ir a uma pastelaria de Cuiabá e Gabriel fez questão de buscá-la de carro na casa dela. Até chegarem no local, tudo ocorreu dentro do esperado. Porém, foi só escolherem a mesa para sentar que a história mudar.

“Comecei a perceber que o cara não me perguntava nada e não demonstrava interesse em saber nada sobre mim. A conversa só estava acontecendo porque eu ficava puxando assunto e perguntando coisas para ele. Ele adorava responder, mas quando terminava de falar era um silêncio. Sou jornalista e senti que aquilo tinha virado uma entrevista. Cheguei a olhar no meu celular para conferir se estava gravando, como se realmente estivesse ali a trabalho”, relata Yasmin.

Se sentir no trabalho quando deveria estar se divertindo já é a morte, mas não há nada de ruim que não possa piorar.

“Acho que alguma palavra que eu disse deu ‘gatilho’ nele e que ele desatou a falar da ex, da viagem que fez com ela, dos passeios, do término, foi um intensivão sobre o passado dele. A partir daí eu entreguei pra Deus e comecei a engajar o papo dele. Eu só conseguia pensar: cadê esse pastel que não chega?!”, compartilha.

Então, a voz do garçom ressoou como um sopro de vida para aquele enterro: finalmente o pastel chegou.

“Foi péssimo mas pelo menos o pastel estava gostoso e ele que pagou a conta. Quando me deixou em casa, dei um beijo na bochecha dele e sai do carro correndo como se estivesse com dor de barriga. Depois disso nunca mais”, conclui.

4- Constrangimento servido com uma porção de pão de queijo

Essa história ficou tão bem escrita que manteremos fiel ao relato porém, sem os nomes reais, é claro. Leonardo* estava solteiro e como todo solteiro da atualidade, resolveu baixar o famoso cardápio de seres humanos mais conhecido com *aplicativo de namoro*.

Entre várias conversas que mais pareciam entrevistas de emprego, surgiu uma conversa agradável e bem humorada. Um rapaz alguns anos mais jovem, muito bonitinho que havia recém se mudado pra Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, vindo de Belo Horizonte.

A conversa com o rapaz – de nome fictício de Bruno – fluiu tanto que logo resolveram se encontrar naquela mesma noite, em um barzinho legal.

“Como ele não conhecia a cidade, ele foi até o bar por transporte de aplicativo e eu no meu carro. Depois de um tempo no bar, resolvemos sair dali para um lugar mais tranquilo. Ele sugeriu a casa dele, eu disse que por mim tudo bem então fomos até meu carro. Lá acabamos nos beijando e as coisas esquentaram um pouco e resolvemos tocar para a casa dele”, detalha Leonardo.

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Chegando na casa, em um bairro nobre da cidade, Bruno disse:
– Coloque seu carro na garagem, para não ficar na rua de noite.

“Ele abriu o portão com um controle que estava no chaveiro do molho de chaves que estava com ele e quando o portão se abriu, notei 3 carros na garagem. Pensei: ‘bom, um é o carro dele, os outros dois provavelmente são dos pais dele, que devem estar viajando’, mas fiquei na minha, achei que poderia ser indelicado ficar perguntando, até porque quando uma pessoa te chama pra ir pra casa, com o intuito de fazer s*, deduzimos que ela more só, ou que pelo menos esteja só, naquele momento”, conta.

Pois bem, entre mãos, braços, beijos e abraços. O casal de recém conhecidos as coisas começaram a ficar animadas – entendedores entenderão. Para ajudar, a roupa do nosso guerreiro evidenciava sua “felicidade momentânea”.

“Quando ele abriu a porta da sala, eu entrei e no sofá haviam duas senhoras sentadas assistindo Altas Horas. Bruno* sem o menor puder se vira e diz: ‘Oi mãe! Oi Vó! Esse é o Leonardo*, viemos assistir um filme!’. Nesse momento, as duas senhoras muito simpáticas se levantaram e vieram me abraçar! E eu com aquela felicidade toda em evidência, abracei as senhoras e só pensava: ‘Cara… O que tá conhecendo com a minha vida?’, relata Leonardo.

Passado aquele constrangimento, ambos seguiram pelo corredor até uma sala de TV, que na verdade era um quarto transformado em sala de TV e continuaram os “trabalhos”.

“Em em pleno ‘ato’, escutamos na porta: TOC TOC, seguido de uma frase muito carregada de sotaque mineiro:
– Ó só… Cabei de assar uns pãezinhos de queijo, ceis não qué naum?
Pois acreditem, ele parou o ‘discurso’ e olhou pra minha cara como quem diz:
– Vai querer?
Eu olhei pra ele e só fiz um gesto de: Mano… Pelo amor de Deus! E então ele gritou:
– Não nãe, tá tudo bem! Jantamos no bar!
A Mãe saiu de frente da porta e continuamos nosso rolê! Quando pensa que não, novamente: TOC TOC!
– Mas eu passei um cafezin, tá fresquin, cêis não qué vim prová naum?!
Nesse momento ele se levantou, foi e direção a porte e disse:
– Vem se não ela não vai parar!
E acreditem, quando eu vi, eu estava tomando café e comendo pão de queijo com a família de um cara que eu nunca tinha visto na vida, numa casa a qual eu só entrei pra fazer um s* gostoso e depois ir embora!”, detalha.

Apesar da aleatoriedade do encontro, Leonardo ainda saiu no lucro com uma quentinha de pão de queijo pra casa.

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