Italiana casada com indígena e moradora de aldeia de MT regulariza documentação no Brasil
Casada com o indígena Xavante Dario e vivendo há dois anos em uma aldeia, Erika encerra batalha para regularizar sua documentação no Brasil.
A italiana Erika Benedetti, de 35 anos, conseguiu regularizar a situação de residência no país e a cidadania brasileira do filho, Leo, após uma batalha burocrática que se arrastou por três anos. Ela vive no Brasil há quase nove anos e, desde 2023, mora com a família em uma aldeia Xavante na região de Nova Xavantina (MT). Erika é casada com Dario, indígena Xavante.

A conclusão dos processos ocorreu com o suporte final do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Coordenadoria de Assuntos Indígenas, trazendo alívio e abrindo caminho para novas oportunidades profissionais para Erika, formada em música.
O encontro e a vida na aldeia
Erika veio ao Brasil pela primeira vez em 2015. Em 2016, ela retornou para Mato Grosso para atuar como voluntária na Operação Mato Grosso (OMG), onde conheceu Dario, seu marido.
“Depois de um tempo eu resolvi ficar, sim,” contou Erika em entrevista.
Após o casamento, o casal teve filhos. Um deles, Leo, nasceu na Itália, o que se tornou a principal fonte de problemas burocráticos.
Burocracia: 3 anos de “instabilidade”
Quando Erika decidiu fixar residência na aldeia em 2023, a busca por documentos se tornou um tormento.
“Foi um pouco complicado, porque ninguém me orientava,” relata Erika. “Eu ficava sem saber bem o que fazer. Me mandavam de um lado para o outro.”
A italiana conta ter percorrido cartórios e delegacias em Rondonópolis, Nova Xavantina e Goiânia. Para seu filho, a complicação era a transcrição da certidão de nascimento italiana para o Brasil, garantindo a cidadania brasileira.
No caso dela, a regularização da residência só foi facilitada após o nascimento do filho mais novo em Goiânia, permitindo o pedido de reunião familiar.
“Foram 3 anos de documentos, cartórios, dinheiro, muito dinheiro, traduções… e também medo, instabilidade, porque não sabia se estava certa, se estava irregular, meus filhos, se a polícia fazia algum controle, o que ia acontecer,” desabafou.
A situação se resolveu de forma definitiva com o apoio do Ministério Público de Mato Grosso, que organizou a papelada e deu andamento aos processos pendentes.
“Eles me arrumaram a documentação, as coisas que eu tinha que fazer sozinha, eles fizeram tudo para mim. Eu precisei só assinar,” destacou Erika. “Fizeram todo o processo para mim, deixando tudo pronto, que eu precisei só buscar o documento, assinar e na polícia e pronto, deu certo.”
Com a documentação regularizada, Erika expressou seu sentimento de “alívio e felicidade”, especialmente por poder agora atuar na área em que é formada.
“Agora está tudo regular, tudo certo. Elas [as crianças] podem estudar, já estão estudando e eu, sobretudo, posso trabalhar,” disse Erika, que é musicista (flauta transversal). Ela espera que, em um ano, possa dar entrada no pedido de naturalização brasileira.
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