Mais conforto e menos estresse: pet sitter vira tendência
Profissionais oferecem cuidados personalizados, incluindo alimentação, medicação e passeios.
Viagens, compromissos profissionais e a rotina cada vez mais intensa têm impulsionado a busca por pet sitters, profissionais que cuidam de cães, gatos e outros animais diretamente na casa do tutor. A prática tem ganhado espaço como alternativa aos hotéis e canis, principalmente entre tutores que buscam reduzir o estresse dos animais e manter hábitos já estabelecidos.
O trabalho do pet sitter envolve cuidados diários como alimentação, troca de água, higiene, administração de medicamentos, passeios, brincadeiras e companhia. Tudo é feito no ambiente em que o animal já está acostumado, ajudando a reduzir o estresse dos animais, principalmente em gatos, conhecidos por serem mais sensíveis a mudanças de ambiente.

Segundo a pet sitter Nathália Figueiredo, que atua na área desde 2024, o serviço começou como uma forma de renda extra enquanto ainda cursava medicina veterinária, com o tempo o trabalho se tornou um trabalho fixo. Apaixonada por animais desde a infância, ela decidiu unir a afinidade com a profissão e hoje oferece um serviço personalizado, conforme a necessidade de cada pet e a rotina do tutor.
“Ofereço serviço personalizado de acordo com as necessidades de cada pet, mas no geral troco alimentação, água, dou medicação se necessário, troco curativos, passeio, brinco e dou atenção necessária para que não se sinta sozinho nesse período que está longe de seu tutor”, explica.

Os gatos, segundo Nathália, costumam exigir ainda mais atenção e cuidado. Um dos casos mais marcantes foi o do gato Osho, que ficou cerca de 20 dias sem o tutor durante uma viagem. “Ele parou de comer e beber água. Tive que tentar várias estratégias: congelar água, oferecer sachê, ligar torneira, cozinhar frango… fui testando até descobrir o que ele aceitava. Aos poucos, ele confiou em mim e voltou a se alimentar”, relembra.
A rotina de visitas varia conforme a necessidade do animal e do tutor. Em geral, são feitas duas visitas por dia, com duração média de uma hora, podendo se estender quando o pet exige mais atenção. Nathália atende principalmente cães, mas também gatos e, mais recentemente, aves, duas calopsitas estão na agenda deste mês.
Cuidado que exige confiança e vínculo
A pet sitter Maria Eduarda Schneider de 26 anos, atua na área desde 2022, conta que começou a trabalhar com o serviço ao perceber a dificuldade dos tutores em encontrar alguém de confiança para cuidar dos animais durante viagens, especialmente em feriados prolongados e datas comemorativas, como o Natal e o Ano Novo.
“O que mais me motiva é a paixão pelos animais. Saber que eles estão bem cuidados, seguros e tranquilos enquanto os tutores estão fora é muito gratificante”, concluiu.
A pet sitter explica que o atendimento é feito sempre na casa do tutor para evitar o estresse causado por mudanças de ambiente, especialmente em gatos, que são mais sensíveis a cheiros e rotinas diferentes. No local, ela realiza alimentação, troca de água, limpeza dos espaços onde os animais fazem as necessidades, passeios quando fazem parte da rotina, além de brincadeiras e administração de medicamentos conforme orientação do tutor.
“Eu vou até a residência da pessoa e faço os cuidados com o pet lá, porque trazer para um lugar diferente acaba estressando mais os animais, principalmente os gatinhos. São cheiros e ambientes diferentes, tudo isso influencia. Então eu faço alimentação, troca de água, limpeza, passeio quando faz parte da rotina, administração de medicação e sempre tento brincar para gastar a energia deles”.
A pet sitter explica que a frequência das visitas varia de acordo com a rotina e as necessidades de cada animal. Segundo ela, pets que fazem uso de medicação precisam de visitas mais frequentes para manter os horários corretos, enquanto outros se adaptam bem a apenas uma visita diária, especialmente quando já estão acostumados a se alimentar uma vez ao dia ou têm ração disponível.
“A frequência varia muito. Tem animal que faz uso de medicação três vezes ao dia, então é muito importante que eu vá três vezes ao dia para manter a constância e os horários da medicação. Já outros animais, uma visita ao dia é suficiente, porque o tutor já acostumou o pet a se alimentar uma vez ao dia ou deixa a ração disponível”.

Entre os atendimentos mais marcantes está o da gatinha Melissa, de 18 anos, que acompanha há mais de dois anos. Por conta da idade, a gata não possui mais dentes, precisa de alimentação pastosa e faz uso de medicação duas vezes ao dia.
“As visitas são feitas duas vezes ao dia, seguindo rigorosamente a rotina. Os tutores confiam em mim pra poder ter esse cuidado. Eles têm a confiança sabendo que eu vou cuidar, que eu vou estar ali tendo todos os cuidados com ela. Pra mim é gratificante ter retorno do tutor, de ter essa confiança no seu trabalho ”, afirma.
Demanda cresce em períodos de férias
As duas profissionais apontam que a procura pelo serviço aumenta principalmente em dezembro, janeiro, julho e feriados prolongados, períodos tradicionais de viagens. Apesar do aumento da demanda, os valores costumam variar apenas em finais de semana e datas comemorativas.
Além da experiência prática, a qualificação é um diferencial importante na profissão. Cursos sobre comportamento animal e noções de primeiros socorros ajudam a garantir a segurança dos pets atendidos.
FALE COM O PP
Para falar com a redação do Primeira Página em Mato Grosso, clique aqui. Curta o nosso Facebook e siga a gente no Instagram.
Leia mais
Mais lidas - 1 10 perguntas que você deve evitar para não parecer um ‘sem noção’
- 2 Casal compra casa abandonada e inicia reforma surpreendente
- 3 De Jesus à borboleta: o significado das tatuagens no mundo do crime
- 4 Curiosidades e mitos sobre o arco-íris: o que há por trás desse fenômeno mágico?
- 5 Eu fui a Setealém
- 1 10 perguntas que você deve evitar para não parecer um ‘sem noção’
- 2 Casal compra casa abandonada e inicia reforma surpreendente
- 3 De Jesus à borboleta: o significado das tatuagens no mundo do crime
- 4 Curiosidades e mitos sobre o arco-íris: o que há por trás desse fenômeno mágico?
- 5 Eu fui a Setealém





