Pet é família! Conheça três tutores que cuidam dos animais como "filhos de pata"
Gaia, Greta, Ariel, Sushi, Gigi e Romeo fazem a diferença na vida de moradores de Campo Grande
Foi-se o tempo em que cachorros e gatos eram apenas considerados animais domésticos. Hoje, esses pets são tratados como um membro familiar dentro de muitos lares brasileiros. Em Mato Grosso do Sul não é diferente! Por aqui, tem gente considerando os peludos realmente como filhos. Vem conhecer três histórias onde os peludos são verdadeiros amores dos campo-grandenses.

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“Mãe de pet sim!”
“Sou mãe de pet sim! Amo minhas meninas. Eu sou suspeita para falar da minha turminha de Bulls”, declara Nilseli Barzotto. Ela e o marido, Clovis, têm 3 cadelas da raça Bull Terrier: Gaia, de 7 anos, e suas filhas, Greta e Ariel, de 3.
Nilseli conta que sempre foi apaixonada por animais. Quando criança, por exemplo, ela teve, além de cachorro, gato, passarinho, papagaio e até coelho. Porém, a raça Bull Terrier sempre chamou a sua atenção. “Eu seguia nas redes sociais o ‘Bull Jimmy Choo’ e sonhava em ter um pra mim”, relembra.
E foi o maridão que realizou esse grande desejo, dando Gaia de presente para a esposa. “Foi amor instantâneo”, recorda. Com a nova integrante, o casal decidiu cruzar a mascote para ter um filhotinho. No fim, os dois acabaram ficando com duas crias.

“Os demais filhotes escolhemos a dedo as pessoas que ficariam com eles, e até hoje acompanhamos todos para ver se estão bem. Infelizmente, não consegui ter filhos humanos, apesar de inúmeras tentativas”, explica Nilseli.
Segundo a tutora apaixonada, os três pets são as suas grandes companheiras, já que o marido viaja muito a trabalho. “Elas que estão constantemente comigo. Tem pessoas que não entendem, mas são como filhas mesmo. Elas vão na creche três vezes por semana para brincar, exercitar e também socializar com outros cães. Existe muito preconceito com relação à raça, mas só quem não conhece discrimina, pois são muito carinhosas e parceiras”, diz.
Se Gaia, Greta e Ariel são mimadas? Contudo, é Nilseli que recebe muito mais amor. “Hoje eu não consigo me ver sem essas criaturinhas. A casa às vezes fica bagunçada? Sim. Às vezes deixamos de viajar por causa delas? Muito. Mas hoje somos infinitamente mais felizes porque sentimos que recebemos um amor puro, verdadeiro e incondicional”, afirma.
Mãe de dois e do Sushi
“Mãe, tenho 11 anos e nunca vou ter um cachorro?”. Essa foi a pergunta de Nathan, de 12 anos, filho de Marcela Tavares. “Me fez refletir muito, porque não consigo ter lembranças sem cachorros na minha infância”, recorda a professora de Educação Física.
“Sempre amei animais. Por um bom tempo não tivemos, mas os meninos sempre pediam”, relembra Marcela, também mãe de Luca, de 6 anos. Em 2020, na pandemia, ficando muito tempo em casa, as crianças pediam mais ainda por um cachorro. Até que o bom argumento do filho mais velho mexeu com a profissional.

“Mas tem um cachorro é uma decisão séria, é importante, precisamos cuidar e dar carinho, atenção, todos os cuidados. O Sushi foi o presente de Natal para nossa família”, diz Marcela. O cão faz parte de toda a rotina dos três e se tornou uma grande companhia.
“Tem as coisas dele, cama, cobertinha, brinquedos. Luca tinha muito ciúmes, e ele do Luca, agora melhorou. Nathan é apaixonado. Cuida, alimenta Os cuidados fazem parte da rotina e deveres dele”, explica.
“Nossa maior alegria é chegar e vê-lo esperando na sacada, quando abrimos a porta ele já está com um brinquedo na boca esperando para brincar. Como diz o Nathan, não conseguimos lembrar como é não ter o Sushi. Ele trouxe muita alegria para nossas vidas”, revela Marcela.

“Minha única família”
Vinda de Guarulhos (SP) para morar na capital de MS, Débora Barbero encontrou novamente o conforto dentro de casa graças a Gigi e Romeo, dois gatinhos. “Meu filhos. Minha única família aqui”, declara a profissional de T.I.
Em São Paulo, a casa de Débora, segundo ela, sempre foi movimentada. Mas quando veio para CG, a tristeza de retornar do trabalho era algo que a incomodava muito. Para acabar com esse vazio, ela resolveu adotar Gigi. Porém, outro problema surgiu.
“Ela ficava sozinha e me deixava de coração partido. Depois de um mês, arrumei um irmãozinho pra ela, o Romeo. Hoje o amor que recebo quando chego em casa depois de um dia exaustivo é unicamente deles, e isso faz uma grande diferença na minha vida. É o que me dá força, me faz sentir amada por um amor que você sabe que é puro e ingênuo”, diz Débora.

Além da dupla felina, ela também tem um outro amor peludo dentro do seu coração: Kika, uma Sharpei, que acabou ficando com a sua mãe, em São Paulo. Contudo, Débora visitava a pet uma vez por mês. “Fazia bate e volta por ela. Minha relação era de mãe e filha”, recorda.
Kika foi um verdadeiro conforto para Débora quando o pai faleceu. Infelizmente, no ano passado, Kika partiu. Antes de sua morte, a profissional pediu licença no trabalho e correu para a casa a mãe. “Era minha filha… E ela se foi e fiquei com ela ali até o último suspiro de vida, eu devia isso a ela”, afirma.
Agora, com a dupla Gigi e Romeo, a vida de Débora em solo sul-mato-grossense é bem mais colorida. A gata, por exemplo, dorme agarradinha com a tutora. “Ela me abraça, puxa meu rosto e me beija. Romeo dorme nos pés”, conta.

Quando é questionada se pretende ser mãe, Débora é bem realista. “Adoro crianças, mas não sei se consigo conciliar minha rotina. Só se eu arrumasse um marido que fizesse muita questão”, aponta. “Óbvio que ser mãe de um bebê de gente exige mais dedicação, porém, tenho certeza que ser mãe de bichos não deixa a desejar no sentido de amar e ser amada”, enfatiza.
O amor pelos animais fez Débora começar um novo desafio. Hoje, além de ser profissional de T.I., ela estuda Medicina Veterinária. Está no quinto semestre do curso. “Resolvi colocar em prática um desejo meu desde a infância: ser veterinária”, finaliza.
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