Sorriso e cantorias de Marcelly vão deixar saudade em quem fica
Assistente social atendia no Cotolengo, em Campo Grande; morte, aos 33 anos, pegou familiares e amigos de surpresa
Há quatro anos e meio, os atendimentos de Marcelly Almeida, de 33 anos, no Cotolengo – instituição filantrópica que atende pessoas com deficiência, em Campo Grande, faziam a diferença na vida de muitos pacientes. Eram ao menos 40 atendimentos por dia, todos recheados de sorrisos marcantes e muita cantoria.

É o que contam pessoas que se acostumaram com o jeito simples e leve da assistente social levar a vida.
A dona de casa Adriana Cornélio da Silva, de 44 anos, é um exemplo de quem encontrou em Marcelly um conforto para enfrentar um momento muito delicado.
“Ela se tornou uma amiga nossa. Toda terça-feira aqui, a gente podia contar com uma palavra amiga, com um abraço”, destaca. “A gente construiu um elo aqui, ainda mais no dia que minha filha tentou suicídio, ela abraçou a causa, sempre nos animava”.

A notícia da morte da profissional da saúde, pegou Adriana de surpresa. “É muito triste! Eu achei revoltante e fiquei desacreditada, quando recebi a notícia pelo celular”.
Marcelly morreu na tarde terça-feira (24), na UPA (Unidade de Pronto Atendimento Comunitário) Coronel Antonino. Segundo a família, a mulher passou mal e precisou esperar por cerca de duas horas por atendimento.
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Neste período, ela teria passado pela triagem, onde recebeu classificação amarela. Em nota, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) confirmou a classificação inicial e afirmou que, logo depois de a paciente apresentar piora, foi reclassificada e passou a ser atendida em classificação vermelha.
Não foi suficiente! A paciente não resistiu a fortes dores no peito e morreu na unidade de saúde.

Tristeza para quem não terá mais a atenção e o carinho recebido por parte da assistente social. “Ela vai fazer muita falta! Um coração gigante, sempre alegre., com um sorriso. Você podia estar triste e ela sorria. Eu até estava brincando, hoje, quem é que vai cantar pelos corredores?”, disse o colega de trabalho, Rodolfo Cabrera.
A pequena Amanda da Silva Azevedo, de 13 anos, faz questão de destacar a gratidão que sente pela profissional. “Uma pessoa muito alegre e divertida. Quando eu passava mal, ela sempre esteva lá pra ajudar. Toda vez que eu ia fazer consulta, ela perguntava como estava o meu dia. Ela sempre estava com sorriso pra animar todas as pessoas”, lembra a pequena Amanda da Silva Azevedo, de 13 anos.
Sempre foi assim
E quem conhecia Marcelly há longos anos, garante: o tempo não transformou a personalidade da pessoa alegre e companheira.

“Sabe aquela amizade que você tem de anos e mesmo que você não fala todo dia, a amizade está ali? Era ela. Ela é uma pessoa amiga, uma pessoa amorosa. Só vou guardar coisas boas dela, uma pessoa maravilhosa, um coração enorme mesmo”
Luzinete Pedrosa, vizinha da assistente social, com quem era acostumada a tomar tereré e conversar
Despedida
Familiares e amigos aguardavam por informações sobre o velório de Marcelly ao longo de todo o dia. No início da tarde, a funerária responsável pelo serviço confirmou que o último adeus será a partir das 20h, nesta quarta, com enterro programado para quinta (25), às 9h.
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Comentários (1)
Pior que a saúde em Campo Grande é das piores.
Esses últimos 16 anos piorou demais.
Os Trad conseguiram ser piores que a gestão do Bernal e do Olarte.
Acabou a saúde em Campo Grande.
Fui levar meu neto pra tomar vacina DA, percorri quatro posto de saúde pra encontrar a vacina. Um descaso muito grande.
Ainda a prefeita cogitando em construir hospital. Pqp vai plantar batata, pensando que todos são otários; nem todos são. Boa noite.