União consensual supera casamento civil e religioso e vira principal forma de relação em MT

De acordo com o estudo, 55,1% dos mato-grossenses com 10 anos ou mais vivem algum tipo de união conjugal.

Os mato-grossenses estão cada vez menos interessados em formalizar o casamento no civil ou no religioso e preferem viver em união consensual, segundo dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo IBGE. O levantamento mostra uma mudança clara nos hábitos familiares: quase metade da população em união vive junto sem oficializar a relação.

De acordo com o estudo, 55,1% dos mato-grossenses com 10 anos ou mais vivem algum tipo de união conjugal. A porcentagem revela um leve aumento em relação a 2010, quando o índice era de 52,9%. No entanto, o perfil dessas uniões mudou: 46,13% delas são consensuais, ou seja, sem casamento civil ou religioso.

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Casamento civil e religioso recuam e união consensual já lidera relacionamentos em MT. – Foto: reprodução.

Já as uniões formalizadas perderam espaço. O casamento civil e religioso representa 31,02%, enquanto o somente civil responde por 19,73%. Os casamentos apenas religiosos são cada vez mais raros, somando 3,12%.

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O levantamento também mostra que 28,02% da população nunca viveu em união conjugal, uma redução de 5 pontos percentuais em relação ao censo anterior, o que indica que mais pessoas estão se unindo, mas menos estão casando oficialmente.

Uniões Conjugais em MT
(Censo IBGE)

Tipo de União Percentual
Vivem em união 55,1%
Uniões consensuais 46,13%
Casamento civil + religioso 31,02%
Apenas civil 19,73%
Apenas religioso 3,12%
Nunca estiveram em união 28,02%

Fonte: IBGE – Censo Demográfico

Para os pesquisadores, a tendência reflete mudanças culturais e econômicas, além de uma maior autonomia individual nas relações. O aumento das uniões informais também se relaciona a custos de celebrações, burocracia e a percepção de que o casamento formal deixou de ser condição essencial para constituir família.

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O IBGE aponta que esse comportamento é mais comum entre pessoas com menos de 49 anos, o que reforça o caráter geracional da mudança. As novas uniões, menos tradicionais, refletem um modo de vida mais flexível, em que o compromisso existe, mas o papel passado não é prioridade.

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