Acidente que matou princesa Diana teve um único sobrevivente; saiba o que aconteceu com ele
Trevor Rees-Jones estava no banco da frente do carro que bateu em um túnel de Paris em 1997; guarda-costas teve o rosto reconstruído e hoje vive longe dos holofotes.
Vinte e nove anos depois do acidente que matou a princesa Diana, uma história ligada à tragédia ainda chama atenção: o que aconteceu com o único ocupante do carro que conseguiu sobreviver?
Trevor Rees-Jones estava no banco da frente da Mercedes que levava Diana, o namorado dela, Dodi Fayed, e o motorista Henri Paul na madrugada de 31 de agosto de 1997, em Paris. O veículo bateu contra uma coluna de concreto no túnel Pont de l’Alma. Dodi e Henri morreram no local, enquanto Diana morreu horas depois no hospital. Trevor foi o único sobrevivente.

A sobrevivência, porém, veio acompanhada de ferimentos gravíssimos. Trevor sofreu lesões na cabeça e no tórax e teve o rosto praticamente destruído pelo impacto. A reconstrução facial exigiu uma cirurgia de cerca de 11 horas e mais de 30 placas e parafusos metálicos. Fotografias do próprio guarda-costas chegaram a ser usadas pelos médicos como referência para reconstruir suas feições.
Quem era o único sobrevivente?
Nascido em 1968, na Inglaterra, Trevor Rees-Jones havia servido no Exército britânico antes de começar a trabalhar como segurança da família Fayed.
Ele não era, oficialmente, guarda-costas particular de Diana. Trevor trabalhava na proteção de Dodi Fayed e, quando o empresário estava acompanhado da princesa, ela também ficava sob os cuidados da equipe de segurança da família.
Na noite do acidente, Diana e Dodi estavam no Ritz Paris. O casal pretendia seguir até o apartamento de Dodi e, diante da presença de fotógrafos, foi montada uma estratégia para deixar o hotel pelos fundos.

Pouco depois da meia-noite, os dois entraram em uma Mercedes. Henri Paul assumiu a direção, Trevor sentou-se no banco da frente e Diana e Dodi ficaram atrás. Fotógrafos seguiram o veículo pelas ruas de Paris. Minutos depois, o carro bateu no túnel Pont de l’Alma.
Rosto precisou ser reconstruído
Trevor sobreviveu por pouco. O impacto contra o painel provocou múltiplas fraturas no rosto, além de ferimentos na cabeça e no peito.

O cirurgião Luc Chikhani, responsável pelo tratamento, relatou posteriormente que nunca havia visto tantas fraturas em uma pessoa que ainda estivesse viva. Para reconstruir o rosto do guarda-costas, a equipe médica recorreu a fotografias anteriores ao acidente.
Trevor permaneceu hospitalizado durante semanas e sofreu perda de memória relacionada ao acidente. Ele não conseguiu fornecer aos investigadores o relato que muitos esperavam do único sobrevivente sobre os instantes imediatamente anteriores à colisão.
Sobrevivente escreveu livro sobre Diana e o acidente
Depois de aproximadamente seis meses de recuperação, Trevor chegou a retornar ao trabalho para a família Fayed, mas deixou o cargo em abril de 1998.
A relação com Mohamed Al-Fayed, pai de Dodi, tornou-se conturbada. Al-Fayed defendia teorias de que a morte do filho e de Diana não havia sido apenas resultado de um acidente e chegou a questionar a perda de memória do guarda-costas.

Trevor rejeitou as acusações e, em 2000, publicou o livro The Bodyguard’s Story: Diana, the Crash, and the Sole Survivor, no qual contou sua versão sobre as últimas semanas de Diana e os acontecimentos que antecederam a tragédia.
Uma investigação britânica criada para analisar as teorias em torno da morte da princesa concluiu que não havia evidências de que Trevor estivesse escondendo lembranças do acidente ou de que serviços de inteligência tivessem participado da produção do livro.
Por onde anda Trevor Rees-Jones?
Depois da tragédia, Trevor voltou à área de segurança. Ao longo dos anos, trabalhou em funções relacionadas ao setor em organizações e empresas como as Nações Unidas, Halliburton e AstraZeneca.
Também reconstruiu a vida pessoal. Após o fim do primeiro casamento, casou-se novamente, em 2003, com a professora Ann Scott. Informações publicadas neste domingo (31), quando a morte de Diana completa 29 anos, apontam que ele vive atualmente na Inglaterra com a mulher e os filhos e mantém uma rotina distante da exposição pública.
Hoje com cerca de 58 anos, Trevor raramente concede entrevistas sobre a tragédia. A última noite de Diana, no entanto, permanece inevitavelmente ligada à sua história: entre as quatro pessoas que estavam dentro daquela Mercedes em Paris, ele foi o único que saiu vivo.
Leia mais
-
De cauda de quase 8 metros a véu de 23: vestidos de noiva que viraram história
-
Coroação de rei Charles III tem cerimônia histórica em Londres
-
Princesa Diana ainda é ponto alto na 5ª temporada de The Crown
-
Amigas homenageiam Lady Di para assistir coroação de rei Charles III
-
Emma Corrin estrela filme baseado em livro polêmico de 1928
-
Com a ascensão de Charles, afinal o que faz um rei? A gente te conta
-
Confira lista de 15 filmes extraordinários para assistir no Dia da Mulher
Mais lidas - 1 Em MS, Cissa Guimarães visita buraco que é casa de dezenas de araras
- 2 Ilha da Banana: de quase um pequeno bairro ao abandono e à demolição total em Cuiabá
- 3 Por que sentimos mais sono ao lado de quem amamos? Descubra o que diz a ciência
- 4 Sobrevivente de grave acidente na BR-262, Catarina ensina aos 7 anos que limites podem ser reinventados
- 5 Quando a inteligência artificial começa a prejudicar a comunicação
- 1 Em MS, Cissa Guimarães visita buraco que é casa de dezenas de araras
- 2 Ilha da Banana: de quase um pequeno bairro ao abandono e à demolição total em Cuiabá
- 3 Por que sentimos mais sono ao lado de quem amamos? Descubra o que diz a ciência
- 4 Sobrevivente de grave acidente na BR-262, Catarina ensina aos 7 anos que limites podem ser reinventados
- 5 Quando a inteligência artificial começa a prejudicar a comunicação