Você não é uma mãe mediana e eu posso provar

Aposto que no seu celular tem muito mais fotos dos seus filhos do que de qualquer outra coisa

Sempre tive a autoimagem de uma mãe mediana. Dessas que basicamente sobrevivem ao caos do cotidiano, sempre entregando bem menos que las perfectas madres das redes sociais e um pouco mais do que as julgadas “largadas da vida”, termo que não concordo, mas essa é pauta pra outra hora.

maternidade
Ilustração de um rolo de câmera materno (Imagem gerada por IA)

Nunca consegui arrasar no cabelo (mochila, meia e o escambau) maluco das crianças. Quase diariamente elas vão com cara de “pão dormido” pra escola. As roupas não são milimetricamente passadas, aliás, sendo sincera, por vezes as peças sequer chegam perto de um ferro, ok, podem me julgar!

Indo mais a fundo no sincericídio: sou do time das que colocam as peças pra bater e rezam para não manchar. Mas, se manchar… ahhh, fazer o quê? O destino quis assim.

Então, se você é parecida comigo, venho te dizer: não, você não é tããão mediana assim.

Aposto que no seu celular tem muito mais fotos dos seus filhos do que de qualquer outra coisa. Inclusive, achar uma sua é raridade.

Dia desses, estava tomando um belo chá de cadeira na sala de espera da ginecologista e abri o rolo da câmera do meu telefone. Numa viagem no tempo, comecei a ver as fotos mais antigas. Aquelas lá do puerpério. Num misto de saudade com o questionamento de “como eu sobrevivi?”, cheguei à conclusão de que foram, são e serão muitos momentos felizes.

As imagens de todas as fases até aqui não me deixam mentir: os sorrisos largos nos rostos lambuzados de Danone; a roupa encardida da areia do parquinho; os cabelinhos molhados e as bochechas coradas do dia de praia.

Também, claro, as fotos dos termômetros marcando 38°C ou daquele dia em que a paciência foi visita rápida em casa, só para te mostrar que, até assim, você esteve ali equilibrando os pratos… ou pelo menos tentando.

Óbvio que, em 99,9% dos frames, a gente registra só os bons momentos. E, com isso, temos a falsa impressão de que a vida foi fácil.

Mas, ciente de que o comum é a cola que liga uma boa lembrança à outra e olhando os frutos desta jornada louca que é a maternidade, tenha consciência de que você, definitivamente, está acima da média.

Olha aí seu celular!

FALE COM O PP

Para falar com a redação do Primeira Página em Mato Grosso do Sul, mande uma mensagem pelo WhatsApp. Curta o nosso Facebook e nos siga no Instagram.

Este conteúdo reflete, apenas, a opinião do colunista E eu nem queria ser mãe, e não configura o pensamento editorial do Primeira Página.

Leia também em Comportamento!

  1. 4 formas de valorizar a mulher por meio da comunicação

    Pequenas atitudes na linguagem podem reforçar desigualdades ou ajudar a transformá-las ...

  2. 'Parecia um portal abrindo na água', diz pescador que fisgou pirarucu gigante em Itaúba

    Segundo o pescador, a ideia inicial era pescar peixes menores, mas eles...

  3. bullying Vídeo que circula nas redes sociais mostra adolescentes zombando de jovem com deficiência dentro de ônibus do transporte coletivo de Cuiabá. - Foto: Reprodução

    VÍDEO: jovem com deficiência é alvo de bullying em ônibus de Cuiabá

    Vídeo mostra bullying contra jovem com deficiência em ônibus de Cuiabá; caso...

  4. Alunos durante a ação de limpeza dos espaços públicos. (Foto: Júlia Ortega)

    Universidade realiza limpeza de área pública após trote de calouros

    Após os "trotes", a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)...

  5. 5 objetos que atraem boas energias para a casa

    Não é superstição vazia, mas simbolismo...