Aliança perdida carrega 23 anos de amor, superações e união familiar
Casal faz apelo para conseguir encontrar
Um pequeno objeto de ouro, com nomes gravados e uma história que carrega mais de duas décadas. Essa é a aliança de Marinalva Souza da Silva, que foi perdida na última quinta-feira (31), entre um compromisso médico e uma rápida ida ao mercado.

Marinalva e Laercio Pereira estão casados há 23 anos. Uma união marcada por amor, desafios e companheirismo, principalmente na criação de Maico, filho de Marinalva, que tem 31 anos e deficiência mental.
“Ele não fala, tem retardo mental e precisava tirar os quatro sisos. Foi uma cirurgia, não um procedimento simples, porque ele não tem compreensão”, conta ela.
A rotina do dia 31 foi puxada: passou horas no hospital que atende servidores do estado, acompanhando o filho na cirurgia. Ao final, com a recomendação médica de oferecer algo gelado para aliviar a dor de Maico, parou em um marcado atacadista na Avenida Três Barras, para comprar sorvete. “Foi o único lugar onde desci do carro antes de chegar em casa”, relembra.
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Só em casa percebeu que sua aliança de casamento havia desaparecido. Em 2024, ela emagreceu 12 kg com academia e alimentção. A aliança estava um pouco folgada, mas não pensou que pudesse cair. O anel, gravado com os nomes “Marinalva e Laercio”, não é só uma joia, é um símbolo de tudo o que eles viveram juntos.
A história dos dois começou há 22 anos, em 2003, e logo no início, Laercio deu a ela a tão sonhada aliança. Desde então, encararam juntos momentos difíceis, como o tratamento de um câncer que ele enfrentou. “Eu me afastei do trabalho para estar ao lado dele. E ele, por sua vez, sempre esteve comigo e com o Maico, que não é filho dele, mas que ele ajuda a criar”, relata.
Além de Maico e os outros dois filhos de Laercio, a família cresceu: veio mais um e, recentemente, chegou o tão sonhado neto. O mês de agosto tem um significado especial para os dois: é o mês do aniversário de Laercio (11) e de Marinalva (17). “Todo ano eu mando polir a aliança para essa época. É uma data muito importante para nós”, diz.

O desaparecimento da aliança, neste contexto, gerou tristeza e frustração. “Meu marido falou: ‘Maria, não tem como eu te dar outra igual’. Mas eu respondi que não é sobre isso. É o significado”, explica. Para ela, o pedido de ajuda vai além de um objeto perdido. “É sobre amor ao próximo. Sobre relacionamento, família, sobre vida, que hoje em dia estão tão esquecidos. Essa aliança representa nossa união.”
O casal pede a quem por acaso encontrar a aliança que entre em contato pelo telefone (67) 99265-1529 e oferecem até recompensa se for necessário.
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