Após quatro dias de trabalho, mural com fauna ameaçada é pichado

Objetivo do mural seria promover ações de educação ambiental com alunos das redes estadual e municipal

Após quatro dias de trabalho em um viaduto de Campo Grande, mural que retrata a fauna brasileira ameaçada de extinção amanheceu neste sábado com pichações. A obra, que destaca o tatu-canastra e o tamanduá-bandeira, foi concluída às 17h de sexta-feira (27).

Mural com fauna brasileira pichado (Foto: Divulgação/Icas)
Mural com fauna brasileira pichado (Foto: Divulgação/Icas)

O projeto, realizado no viaduto Pedro Chaves dos Santos, no cruzamento da Rua Ceará com a Avenida Ricardo Brandão, foi promovido pelo Icas (Instituto de Conservação de Animais Silvestres).

Segundo o Instituto, o objetivo do mural é promover ações de educação ambiental com alunos das redes estadual e municipal.

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Os animais retratados são fundamentais para a biodiversidade brasileira e merecem maior visibilidade. Por isso, o Icas convidou o artista Fernando B. para criar a arte, focando na fauna local.

“Reconhecido por suas obras que homenageiam a natureza, ele buscava, com essa pintura, não apenas embelezar a cidade, mas também sensibilizar sobre a importância da conservação desses animais e seus habitats”, explica o Icas.

O artista levou quatro dias para concluir o trabalho. No mural, o tatu-canastra e o tamanduá-bandeira são representados com coroas de luz, reverenciando o ipê, símbolo de resistência e preservação.

Mural com fauna brasileira ao ser finalizado
Mural com fauna brasileira ao ser finalizado

Além disso, abelhas, vistas como figuras divinas, reforçam a interdependência entre os animais e o ambiente, destacando a necessidade de proteger esse equilíbrio ecológico.

O Icas também destacou a parceria com a Sectur (Secretaria Municipal de Cultura e Turismo), que cedeu o espaço e autorizou a realização do grafite.

Segundo o Instituto, o responsável pela gestão do viaduto já havia sinalizado a intenção de revitalizar o local, cobrindo a parede com tinta cinza antes do início dos trabalhos do artista.

“Isso ressalta que nem o Icas nem o artista encobriram as pichações que existiam anteriormente”, esclareceu a organização.

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