Família de MS que morreu soterrada tinha ido a MG apoiar familiares em luto
Acidente que matou 5 pessoas da mesma família aconteceu no sábado (8); encosta soterrou o carro em que estavam
A família que morava em Campo Grande e morreu soterrada por um deslizamento de encosta em Minas Gerais tinha ido ao estado para consolar familiares que estavam em luto. Afirmação foi feita à Globo Minas, nesta terça-feira (11), pelo primo de Deisy Lúcia Cardoso Alexandrino dos Santos, uma das cinco pessoas mortas no acidente.
“Eles vieram passar com a família o fim de ano, na verdade, a Deisy tinha perdido uma irmã, que faleceu praticamente uma semana atrás. Ela veio dar assistência para a família”, afirmou José Geraldo Soares.
Deisy, que era doutora e professora da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), estava no carro com o marido, dois filhos e um primo, voltando de férias, quando a encosta soterrou o veículo. Infelizmente, todos morreram. O acidente aconteceu, no último sábado (8), em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.
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Os corpos foram localizados pelos bombeiros entre segunda e a madrugada desta terça-feira (11). A Defesa Civil computou a família como vítima das chuvas em Minas Gerais.
Segundo outra prima do casal, Cibele Batalha, Deisy e Henrique e seus filhos Ana e Vitor passaram as festas de fim de ano com familiares, em Paula Cândido, cidade na Zona da Mata mineira, onde a família será sepultada na manhã de quarta-feira (12).
“Está muito difícil para toda família. Deisy, Henrique e os meninos vieram também para consolar os familiares. Ela era uma pessoa muito querida, professora dedicada”, lembrou Cibele.
Na tarde desta terça-feira (11), a Polícia Civil informou que concluiu os exames de necropsia e os corpos das cinco vítimas estão liberados aos familiares. Além disso, segue apurando as circunstâncias dos fatos.

Desaparecimento e família soterrada
De acordo com Cibele, a família estava desaparecida desde sábado (8). Eles saíram da cidade de Paula Cândido, na Zona da Mata mineira, em direção ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins.
Por volta das 13h30, Deisy ligou para familiares avisando que iria passar por outro caminho devido à interdição da BR-040, mas não informaram o trajeto. Foi a última vez que os parentes tiveram notícia deles.
O carro foi arrastado pela lama por cerca de 400 metros e foi “completamente destruído”. Com o impacto, a menina de 3 anos foi arremessada para fora do veículo.
A Polícia Militar, a perícia da Polícia Civil e 10 militares do Corpo de Bombeiros participaram das buscas. Uma retroescavadeira esteve no local para agilizar os trabalhos. Parte do carro da família foi encontrada por volta de 18h.
Vários trechos da Avenida Nair Martins Drumond, por onde a família passava, que dá acesso ao condomínio estavam interditados às 19h e permaneciam na tarde desta terça (11).
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