Ação que incentiva registro de cotidiano em hospital tem flagrante raro de pássaro
Duas mil vidas fazem funcionar o Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), em Campo Grande e, diante de dias tão difíceis, principalmente em época de crise sanitária, estão sendo incentivadas a dar um “respiro” em seu cotidiano, com registros fotográficos espontâneos. Lançado há 10 dias apenas, o projeto, já recebeu cenas corriqueiras da cidade, mas […]
Duas mil vidas fazem funcionar o Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), em Campo Grande e, diante de dias tão difíceis, principalmente em época de crise sanitária, estão sendo incentivadas a dar um “respiro” em seu cotidiano, com registros fotográficos espontâneos. Lançado há 10 dias apenas, o projeto, já recebeu cenas corriqueiras da cidade, mas também um flagrante incomum, de um pássaro pouco visto em áreas urbanas.
Técnico em enfermagem, Dyego Espíndola, 32 anos, conseguiu clicar um surucuá-de-barriga-vermelha. É uma espécie multicolorida – peito vermelho, decorado com uma listra branca, costas azul-escuro e cauda com listras brancas e pretas.

O fotográfo amador, que diz amar fazer isso, só soube do nome do bicho quando falou com o PP. Usamos, primeiro, a tecnologia do aplicativo Google Lens, onde se coloca a foto e é feita um rastreamento nos bancos virtuais.
Depois, biólogos a quem procuramos confirmaram se tratar do surucuá, que mora nas bordas de matas, em zonas de natureza mais preservada. Ao lado do Humap, fica a reserva “Cerradinho”, por onde passa o Córrego Bandeira.
Deu sorte
“Foi um belo avistamento”, definiu o advogado Leonardo Avelino Duarte. Fizemos contato com ele por que o hobby do profissional de Direito é observar, e produzir retratos da vida selvagem. Leonardo Avelino contabiliza mais de 470 espécies avistadas. Uma delas foi “trogon surucui”.
O pássaro já foi até cantado em verso, na música “Canção de Fogo”, composta por Cândido de Jesus Silva e interpretada por Diana Pequeno. “Canção de fogo” é um dos nomes do surucuá, na região nordeste do País. Também é chamado de dorminhoco, maria-teresa, barra-do-dia, peito-de-moça e perua-choca.
“Eu nunca tinha visto”, conta Dyego, que trabalha há seis anos no Humap. Normalmente, diz, o trabalhador em saúde observou que ali, na UTI para quem tem problemas cardíacos, muitos estão sedados ou intubados. “Mas no dia do pássaro teve paciente que teve a oportunidade de admirá-lo”, comentou.
“Eu trabalho na UTI Cardio. E temos a oportunidade de poder ter o contato visual da mata do Lago do Amor em volta do nosso setor. E numa manha final de plantão ele pousou ali na área externa e ficou um certo tempo, que foi o momento em que fui la e fotografei”, relata. Durou menos de cinco minutos, lembra.
O projeto, chamado “Humap sob meu olhar” começou em 2 de setembro. As fotos podem ser conferidas no perfil do hospital no Instagram.
Lá é possível ver foto de pôr-do-sol, capivara, da temporada de ipês, do pássaro surucuá e, ainda, da rotina dos trabalhadores. Confira outros flagrantes abaixo:




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