Moradores enfrentam mais de 40 horas sem energia e acumulam prejuízos
Um dos primeiros problemas sentidos pelos moradores foi dentro das geladeiras, com alimentos estragando
Moradores de diferentes bairros de Campo Grande ainda enfrentavam, neste sábado (12), os efeitos do temporal que atingiu a cidade na quinta-feira (10). Em alguns pontos, a falta de energia elétrica já ultrapassava 36 e chegava a cerca de 40 horas, provocando prejuízos com alimentos, dificuldades para realizar tarefas domésticas e mudanças na rotina das famílias.

Um dos primeiros problemas sentidos pelos moradores foi dentro das geladeiras. Com o passar das horas sem energia, carnes, alimentos congelados e outros produtos que dependem de refrigeração começaram a descongelar e precisaram ser descartados.
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No Jardim Paulista, uma moradora contou que estava sem energia desde a quinta-feira e já havia perdido parte das compras feitas para a semana e para o mês.
“Descongelou essa parte aqui. A gente estava tentando segurar, mas carne, tudo que a gente compra da semana já perdeu, do mês também”, relatou.
Na Vila Marli, Kelly Tomiati enfrentava mais de 36 horas sem energia na manhã deste sábado. Segundo ela, a situação afetou não apenas a conservação dos alimentos, mas também as necessidades básicas da família e de outros moradores da região.
“Temos banho frio, tenho criança. Tenho vizinho que tem criança pequena que teve que ir para outra casa, de familiares, porque estamos sem energia, completamente, 40 horas sem energia”, contou.

A falta de eletricidade também comprometeu tarefas que normalmente fazem parte da rotina das famílias. Sem poder utilizar máquinas de lavar roupas e outros equipamentos domésticos, moradores relatam que até o sábado, tradicionalmente usado para colocar a casa em ordem, precisou ser reorganizado.
“Como a gente trabalha durante a semana toda, hoje era o dia de lavar uma roupa, de limpar uma casa, fazer uma coisa e não tem como fazer, porque a gente não tem energia. A gente não tem nada, fica a ver navios. A gente fica completamente sem o que dizer, sem nada. É difícil”, disse uma moradora.
Na mesma região, Sueli Ozório contou que a falta de energia obrigou a filha a deixar a casa com as crianças e passar a noite na residência de outro familiar.
“Minha filha dormiu na casa da outra filha dela, minha neta, porque não tem luz aqui. Ela tem duas crianças pequenas. Teve que sair daqui para ir logo para o Nova Lima, dormir lá ontem. As crianças gritam, choram e não tem jeito”, relatou.

Espera chega a 40 horas
No Jockey Club, moradores também relatavam cerca de 40 horas sem energia. Além da dificuldade para manter a rotina, a perda de alimentos armazenados na geladeira aumentava os prejuízos.
“Tudo desligado, a geladeira, perdendo todas as coisas. 40 horas sem energia. Jockey Club aqui pede socorro”, afirmou um morador.
O temporal que provocou os estragos passou na quinta-feira, mas os efeitos continuavam espalhados pela Capital. Em diferentes pontos, moradores aguardavam o restabelecimento do serviço enquanto equipes trabalhavam na retirada de árvores e nos reparos da rede elétrica.
No Jardim Seminário, por exemplo, uma árvore caiu sobre um carro e bloqueou a passagem na Rua Monte Azul. Em outros bairros, moradores também relataram oscilações e interrupções no fornecimento.
Bairros ainda sem energia elétrica
Em boletim divulgado às 11h deste sábado, a Energisa informou que segue trabalhando de forma ininterrupta nos estragos provocados pelo temporal. Segundo a empresa, a chuva registrada nas últimas horas agravou a situação e dificultou os trabalhos.
Conforme a concessionária, cerca de 100 árvores de grande porte caíram na cidade. Até o momento, 95,9% dos clientes que tiveram o fornecimento interrompido já haviam sido restabelecidos.
Ainda segundo a Energisa, aproximadamente 800 profissionais atuavam nos reparos neste sábado. Equipes de outras cidades de Mato Grosso do Sul e dos estados da Paraíba, Tocantins, Sergipe, Acre, Rondônia, Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais foram deslocadas para reforçar o atendimento em Campo Grande.
A concessionária informou que os casos mais complexos continuam sendo atendidos e que a chuva iniciada durante a madrugada agravou parte das ocorrências.
Os bairros apontados como mais afetados neste momento são Jardim Noroeste, Centro, Monte Castelo, Tiradentes, Vila Nasser, Vila Margarida, Vila Merli, Parque do Lageado, Universitário, Chácara das Mansões, Jardim Itamaracá, Vila Santa Luzia e Santo Antônio.
A Energisa informou ainda que novas atualizações serão divulgadas conforme houver avanço nos trabalhos de restabelecimento.
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Comentários (2)
Aqui na vila Progresso, a situação é a mesma, árvore caída, fechando a rua, e tudo às escuras, ontem vieram 3 equipes, ficaram uns 30 minutos, conversaram entre si, e simplesmente foram embora, sem nenhuma explicação.
Cade a Prefeita (11) e Governador Riedel (11) Politicos de Direita que apesar dos Alertas dos Efeitos Climáticos ficaram de Braços Cruzados. DIREITA DO MATO GROSSO DO SUL É UM FRACASSO PENSSE NISSO ELEITOR NA HORA DE VOTAR.