Número de venezuelanos em Cuiabá mais que triplica em 5 anos
Mais de 3 mil venezuelanos desembarcaram na capital mato-grossense desde 2020, sendo que 2025 teve o maior fluxo.
O número de venezuelanos morando em Cuiabá mais que triplicou nos últimos cinco anos. Dados do Centro Pastoral para Migrantes apontam que 90% dos atendidos nos últimos seis anos chegaram da Venezuela, totalizando 3.350 pessoas. A maioria desembarcou em 2025. Confira no gráfico abaixo:
Venezuelanos em Cuiabá: população cresce ano após ano
Número de moradores venezuelanos registrados na capital de Mato Grosso
252
pessoas264
pessoas596
pessoas697
pessoas720
pessoas821
pessoasEvolução ao longo dos anos
Segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022, cerca de 19.342 estrangeiros moram em Mato Grosso. Destes, 5.127 são venezuelanos, o que representa 52,28%.
O fluxo migratório se intensificou com a crise econômica e política na Venezuela, que se agravou no último sábado (3) com ataques e captura do até então presidente do país, Nicolás Maduro.
Venezuelanos que vivem em Cuiabá e têm parentes no país vizinho acompanham as notícias com apreensão e preocupação.
A mãe e irmãs do músico Elvis Sanches, que vive em Cuiabá, por exemplo, continuam na Venezuela, o que o deixou aflito. Assim que começou o bombardeio, ele recebeu a ligação da família.
“Ela (mãe) me ligou umas 3 horas da manhã e me falou que estava assustada por causa das bombas e eu fiquei muito preocupado e falei para eles buscarem um ponto específico para se esconder. Ela ficou muito assustada. Eu tenho duas irmãs pequeninhas e minha mãe teve que acalmá-las porque estavam muito nervosas”, contou.

Desde o início dos ataques, a comunicação tem sido instável.
“A comunicação está fechada na Venezuela, mercados fechados, redes sociais também, além da entrada e saída do país. Eu não sei como está a situação por lá, não sei como é que está a situação da minha família nesse momento”, explicou Victor Bermudez, que também mora em Cuiabá.
Com a saída de Nicolás Maduro, imigrantes já pensam em voltar para casa. “Eu voltaria para a Venezuela quando o país estiver estabilizado, voltaria para abraçar meus filhos e minha família e ficar muito feliz na Venezuela como tem que ser”, conta Franklin Blanco, outro migrante que vive na capital.
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